A nova adaptação de “Resident Evil” para os cinemas estreia nesta sexta-feira (18). Parte dos fãs, porém, segue incomodada com a ausência de Leon Kennedy na trama. Em entrevista à IGN, o diretor Zach Cregger admitiu ter subestimado o tamanho dessa expectativa.
Um filme que não é sobre Leon Kennedy

Dirigido por Zach Cregger, conhecido por “Noites Brutais” e “A Hora do Mal”, o novo “Resident Evil” chega aos cinemas em 18 de setembro. O filme não coloca Leon Kennedy, Claire Redfield ou qualquer outro rosto conhecido dos games no centro da história. Em vez disso, o protagonista é Bryan, um entregador interpretado por Austin Abrams, que se vê no meio do surto zumbi que assola Raccoon City.
A trama se passa em uma versão moderna e coberta de neve da cidade. A ambientação corre paralelamente aos eventos de “Resident Evil 2”, mas sem ser uma adaptação direta do jogo. Essa escolha, revelada aos poucos em trailers e materiais promocionais, tornou-se um dos maiores pontos de discussão entre os fãs da franquia nas últimas semanas.
Cregger admite ter subestimado a demanda pelos fãs
Em entrevista à IGN, Cregger reconheceu não ter dado o devido valor ao desejo dos fãs de finalmente ver Leon Kennedy ganhar as telonas. Segundo ele, a expectativa era simples. Os fãs dos games ficariam satisfeitos com a chegada de uma adaptação fiel ao tom de survival horror da franquia, sem imaginar o quanto a ausência de personagens icônicos pesaria na recepção do público.
“Eu acho que fui ingênuo”, admitiu o diretor à publicação. Ainda assim, ele destacou que seria hipócrita não compreender essa frustração. Afinal, ele próprio nunca assistiu às adaptações anteriores de “Resident Evil” no cinema, justamente por sentir que elas não retratam com fidelidade a franquia que ele ama.
Uma decisão criativa consciente, não um esquecimento
Cregger já havia explicado anteriormente, também em entrevista à IGN, por que optou por não usar personagens consagrados dos jogos. Segundo o diretor, ele não está tentando adaptar um videogame propriamente dito. Ele reconhece que dificilmente conseguiria fazer melhor do que os próprios jogos já fazem com Leon e Claire, personagens que, na visão dele, já existem de forma praticamente perfeita dentro dos games.
Ainda de acordo com o cineasta, qualquer elenco escolhido para viver essas figuras teria um risco. A escalação poderia prejudicar aquilo que ele buscava construir com uma história original. A ideia, segundo ele, é que os eventos do filme aconteçam paralelamente à trama de “Resident Evil 2”. É como se fosse outro personagem cumprindo uma missão em um canto diferente da mesma cidade.
A esperança de conquistar os céticos nos cinemas
Apesar de reconhecer a frustração da base de fãs, Cregger deixou claro que não pretende mudar a abordagem do longa às vésperas da estreia. Ele afirmou torcer para que os espectadores deem uma chance ao filme nos cinemas. A esperança vale mesmo para os mais desconfiados, e ele quer que todos enxerguem ali o amor genuíno pela franquia que tentou colocar em cada cena.
Segundo o diretor, mesmo sem contar as histórias mais celebradas dos jogos, o longa está repleto de referências. Fãs de longa data devem reconhecer essas homenagens durante a sessão. “Resident Evil” estreia nos cinemas americanos em 18 de setembro, com elenco que ainda inclui nomes como Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser.




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