1666: Amsterdam remove todo uso de IA generativa após críticas, confirma criador

Vinicius Miranda

Patrice Désilets, conhecido por ter criado a franquia Assassin’s Creed, confirmou que 1666: Amsterdam, seu novo projeto pela Panache Games, removeu completamente os elementos de inteligência artificial generativa utilizados durante a fase inicial de desenvolvimento, após uma onda de críticas por parte da comunidade de jogadores.

Como a polêmica começou

O jogo havia sido apresentado durante o Summer Games Fest, mas o prólogo lançado no mesmo período acabou sendo ofuscado por declarações confirmando o uso de IA generativa em algumas etapas da produção — informação que gerou forte reação negativa entre parte do público interessado no título.

Désilets esclarece o uso da IA no processo criativo

Em entrevista ao site GamesRadar+, Désilets explicou que a inteligência artificial havia sido utilizada apenas nas etapas de concepção e pré-produção do jogo, mas que esse recurso foi totalmente removido e não será mais empregado no desenvolvimento daqui para frente.

Segundo o criador, a repercussão em torno do assunto o pegou de certa forma desprevenido, mas ele fez questão de esclarecer publicamente que a ferramenta havia sido usada de forma pontual, principalmente no início do projeto, e que essa prática já não faz mais parte do fluxo de trabalho da equipe.

O momento atual do jogo

1666: Amsterdam entrou oficialmente em Early Access nesta semana, com lançamento na Steam ocorrido em 25 de agosto, a um preço promocional de introdução de US$ 24,29.

Com a remoção da inteligência artificial generativa do processo de desenvolvimento, a expectativa da equipe é reconquistar parte da confiança do público antes da versão completa do título.

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