A queda de Rhaenyra Targaryen se aproxima em A Casa do Dragão, e o quinto episódio da terceira temporada mudou completamente o contexto dessa tragédia. A série adicionou uma camada inédita que não existia no livro de George R.R. Martin.
Um mistério sangrento
O episódio funciona quase como uma investigação de assassinato. Homens da Patrulha da Cidade começam a aparecer mortos, sem testemunhas, em cenas macabras espalhadas por Porto Real.
A princípio, Daemon culpa a própria Rhaenyra pela violência. A rainha havia enviado a Patrulha para conter pichações ofensivas na cidade, e o príncipe acredita que o povo estaria se revoltando contra o governo dela.
A teoria que vem dos livros
A leitura de Daemon faz sentido, e não por acaso. É exatamente isso que está escrito em Fogo e Sangue, obra que serviu de base para a série.
Nos registros de Martin, o aumento de impostos e a truculência da Patrulha levam a revoltas em Porto Real. A situação se agrava tanto que Rhaenyra precisa fugir da cidade poucos meses após assumir o trono. A série caminha nessa direção, mas com um acréscimo importante.
A mão por trás das mortes
Nos momentos finais, Daemon encontra nove corpos dispostos de forma grotesca ao redor de uma mesa, com a frase banquete para traidores escrita acima deles. É uma cena que abala até o normalmente impassível príncipe.
O responsável seria Ormund Hightower. O personagem estaria agindo nos bastidores para enfraquecer o reinado de Rhaenyra e colocar seu irmão mais novo, Daeron Targaryen, no Trono de Ferro como um governante simbólico dos Hightower.

O que isso muda para a rainha
Aqui está a grande virada. No livro, a queda de Rhaenyra é apresentada como culpa dela mesma, resultado de sua paranoia e de decisões cruéis contra o povo.
A série, porém, complica essa ideia. Rhaenyra de fato age de forma precipitada, mas Ormund Hightower agrava a situação de propósito. Isso significa que a ruína da rainha não viria apenas de sua própria dureza, mas também da manipulação dos inimigos. Não à toa, o público nutre uma fascinação particular por figuras ambíguas como Daemon, sempre no centro dessas reviravoltas.
A situação de Alicent e Helaena
A trama das duas rainhas também sofreu uma mudança drástica. Ao tentar fugir da Fortaleza Vermelha, Alicent e a filha Helaena descobrem uma passagem secreta, mas acabam presas no escuro quando o caminho se mostra bloqueado.
Pela manhã, os criados podem concluir que as duas escaparam, sem saber que, na verdade, elas estão presas entre as paredes. Nada disso acontece em Fogo e Sangue, o que deixa o desfecho em aberto. É mais um exemplo de como a série gosta de preencher lacunas deixadas pela obra original.
O que esperar dos próximos capítulos
Faltando três episódios para o fim da temporada, o clima é de tensão. Rhaenyra está à beira do limite, dominada pelo desejo de vingança, o que deve alimentar ainda mais a reputação construída por Ormund.
A análise também sinaliza um destino trágico reservado a Helaena no material de origem, embora a série pareça trilhar um caminho próprio. Restam ainda os arcos de Aemond e Criston Cole, ambos rumo a confrontos decisivos. A Casa do Dragão tem novos episódios semanais na HBO Max.





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