Aonuma admite nervosismo com remake de Ocarina of Time

Vinicius Miranda

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A poucos dias do lançamento, o produtor da série Zelda diz que não sabe como o público vai receber a releitura do clássico de 1998. Ele também credita o frescor do projeto aos desenvolvedores mais jovens da equipe.

Eiji Aonuma confessou estar nervoso com a chegada do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que estreia em 5 de novembro no Nintendo Switch 2. Em entrevista à agência AFP, publicada pelo Japan Today, o produtor da franquia disse que não consegue prever a recepção do jogo. A releitura do clássico de Nintendo 64 é a grande aposta da Nintendo para o fim de ano.

O peso de mexer em um clássico

O nervosismo tem explicação. Lançado em 1998, The Legend of Zelda: Ocarina of Time aparece até hoje em listas de melhores jogos de todos os tempos. Além disso, o título tem valor pessoal para Aonuma: foi o primeiro projeto dele ao lado de Shigeru Miyamoto.

Segundo o produtor, de 63 anos, a ansiedade vem justamente de não saber como a nova versão vai se sair. Ele contou ainda que deixou bastante espaço para surpresas no remake, sem detalhar quais.

A aposta nos desenvolvedores jovens

The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake
The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake – Divulgação / Nintendo

Na mesma conversa, Aonuma fez questão de dividir os méritos. Parte da equipe nem sequer jogou o original, e, para ele, isso trouxe frescor ao projeto.

É graças a esses jovens, que pensaram em como adaptar o jogo da melhor forma possível e em como torná-lo divertido com o controle nas mãos, que este remake nasceu (tradução livre)

O futuro da franquia Zelda

O produtor também olhou para a frente. Ele indicou que ainda não está pronto para se despedir da série, mas demonstrou curiosidade sobre o que a nova geração vai criar nos próximos títulos. Aonuma disse estar muito feliz em oferecer sua orientação para que todos possam pensar juntos no próximo Zelda.

Para ele, sua marca na franquia foi infundir um espírito destemido, que considera a essência da série atual. Os números recentes ajudam a entender o otimismo: juntos, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom passaram de 55 milhões de cópias vendidas, segundo a AFP.

O que já se sabe sobre o remake

A nova versão faz parte das comemorações de 40 anos da franquia. A data de lançamento e o visual repaginado foram revelados em um Nintendo Direct dedicado à série, em setembro. Fora dos games, a marca também se prepara para o filme live-action de The Legend of Zelda, previsto para 2027.

Um nervosismo que faz sentido

A sinceridade de Aonuma é rara entre executivos e diz muito sobre o tamanho do desafio. Refazer Ocarina of Time significa mexer na memória afetiva de milhões de jogadores, e qualquer mudança será esmiuçada pela comunidade. Por outro lado, entregar o clássico a uma geração que não o jogou pode ser o caminho certo para evitar um remake preso à nostalgia.

Para a Nintendo, o jogo chega em um momento estratégico, no fim de ano do Switch 2. Se der certo, a releitura pode abrir caminho para outros clássicos da franquia e ainda preparar o terreno para o filme. A resposta começa a aparecer no dia 5 de novembro.

E você, acha que o remake de Ocarina of Time vai fazer jus ao original? Conte para a gente nos comentários!

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