Quase duas décadas depois do lançamento nos cinemas, o segundo filme de Arquivo X vai chegar ao público como o criador sempre quis. A versão estendida de Arquivo X: Eu Quero Acreditar estreia em 14 de agosto no Hulu e no Disney+.
O novo título entrega a proposta
A versão ganhou subtítulo próprio e curioso. Ela se chama Vrach Frankenshteyn, o nome russo de Victor Frankenstein.
A escolha não é gratuita. O corte se aproxima bem mais do filme de terror que Chris Carter pretendia fazer originalmente.
O que o criador explicou
Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele usou uma metáfora bem apropriada:
A gente partiu para fazer um filme de Frankenstein na vida real e, por uma série de fatores, o nosso Frankenstein nunca saiu completamente da sala de cirurgia. Ter a chance de aplicar os eletrodos de novo foi uma emoção especial.
O motivo do corte original também ficou claro:
Eu fiz assustador demais, e me disseram isso os chefões da Fox, e eles queriam um filme para adolescentes. Agora eu tenho a chance de voltar e fazer o filme assustador que eu sempre pretendi. Não é apenas fazer uma versão do diretor por fazer. É realmente dar vida a uma coisa que, para mim, estava no papel e nunca chegou à tela.
Do que trata o filme
A história reuniu os protagonistas seis anos após o fim da série. David Duchovny e Gillian Anderson voltaram como Fox Mulder e Dana Scully, convocados a investigar o desaparecimento de várias mulheres.

A pista central vem de um padre. Billy Connolly vive Joseph Crissman, religioso afastado que alega ter visões psíquicas ligadas ao caso. O elenco reúne ainda Amanda Peet como a agente Dakota Whitney, Alvin Joiner como o agente Mosley e Mitch Pileggi retomando Walter Skinner.
Por que aquele filme fracassou
O longa de 2008 decepcionou em todas as frentes. Ele teve má recepção crítica e desempenho comercial fraco, encerrando por muito tempo qualquer plano de continuidade no cinema. A explicação de Carter faz sentido para quem viu. O resultado ficou preso entre dois tons, sem o horror que a premissa pedia.
Para o público brasileiro, vale o contexto. A série original estreou em 1993 e virou fenômeno por aqui, exibida em canal aberto e depois em TV paga, com o bordão sobre a verdade estar lá fora entrando no vocabulário popular.
Uma prática cada vez mais comum
Versões estendidas viraram estratégia de mercado. Vale lembrar que até franquias de ação passaram a lançar cortes alternativos com minutos extras, restaurando cenas descartadas.
O caso mais famoso, porém, envolveu classificação. A versão de Zack Snyder para Liga da Justiça chegou com faixa etária elevada justamente por conter violência e linguagem mais pesadas, seguindo lógica parecida com a de agora.
O que esperar?
Vale calibrar o entusiasmo. Um corte mais violento não corrige necessariamente problemas de roteiro apontados na época. A curiosidade, porém, é legítima. Poucas vezes um criador consegue voltar a um projeto quase vinte anos depois para entregar a versão original.
A disponibilidade brasileira de Arquivo X: Eu Quero Acreditar ainda não foi confirmada. Como o Disney+ opera por aqui, existe boa chance de o material chegar na mesma data.





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