Set de Assassin’s Creed vaza e mostra trono romano

Vinicius Miranda

Um vídeo de bastidores circulou nas redes sociais e revelou um cenário em ruínas da série da Netflix. O detalhe que chamou atenção foi o símbolo dos Assassinos esculpido na pedra.

A aguardada série live-action de Assassin’s Creed ganhou seu primeiro vislumbre não autorizado. Um vídeo curto, atribuído aos bastidores da produção da Netflix, viralizou nas redes sociais e mostra um dos cenários montados para a adaptação. As imagens reforçam o que já se sabia oficialmente sobre a ambientação: a trama se passa na Roma Antiga. Vale registrar que nem a Netflix nem a Ubisoft confirmaram a autenticidade do material.

O que aparece no vídeo vazado

O clipe tem cerca de 27 segundos e começou a circular a partir de uma conta no TikTok, ganhando alcance depois de ser republicado no X pelo perfil 616riddler. Nele, alguém que aparenta ser um membro da equipe caminha por um salão destruído, cercado por grandes colunas romanas e entulho espalhado pelo chão.

O elemento mais chamativo, porém, está no centro da cena: um trono de pedra com o emblema de Assassin’s Creed gravado no encosto. Para os fãs, o símbolo funciona como confirmação visual de que o material realmente pertence à produção. Ainda assim, na ausência de posicionamento oficial, o ideal é tratar o vazamento com a devida cautela.

Uma ambientação inédita para a franquia

Diferentemente do vídeo, a ambientação em si não é rumor. Em março de 2026, a Netflix confirmou oficialmente que a série contará uma história original passada em Roma no ano 64 d.C., durante o reinado do imperador Nero. Trata-se de um período jamais explorado pelos jogos, o que representa território virgem mesmo para quem conhece a franquia de cor.

Isso significa que a produção não adapta diretamente nenhum título específico da série. Segundo a sinopse divulgada pela plataforma, a trama gira em torno da guerra secreta entre duas facções, uma determinada a controlar o futuro da humanidade por meio da manipulação e outra disposta a lutar pela preservação do livre-arbítrio. É a espinha dorsal clássica do conflito entre Assassinos e Templários, transportada para um novo cenário histórico.

Quem está por trás da série

O time reunido pela Netflix impressiona no papel. A direção fica a cargo de Johan Renck, vencedor do Emmy por seu trabalho em Chernobyl e responsável por episódios de Breaking Bad. Os showrunners são Roberto Patino, de Westworld, e David Wiener, de Homecoming, ambos também na função de roteiristas e produtores executivos.

No elenco, Toby Wallace, conhecido por Euphoria, divide o protagonismo com Lola Petticrew em um conjunto numeroso. Completam o time nomes como Zachary Hart, Laura Marcus, Tanzyn Crawford, Nabhaan Rizwan, Claes Bang, Noomi Rapace, Sean Harris e Corrado Invernizzi. A Ubisoft Film & Television também participa da produção executiva, sinal de que o estúdio quer manter as rédeas sobre a mitologia.

Filmagens na Itália

As gravações começaram em março de 2026, concentradas principalmente nos históricos estúdios Cinecittà, em Roma. Segundo informações da imprensa internacional, a produção tem cronograma de aproximadamente sete meses, com previsão de encerramento em outubro. A estreia, por sua vez, seria mirada em 2027, embora a Netflix ainda não tenha divulgado data oficial.

A expectativa é alta por um motivo simples: a franquia já tropeçou uma vez nas telas. O filme de 2016, estrelado por Michael Fassbender, dividiu opiniões e frustrou boa parte do público. Uma série tem fôlego narrativo maior, algo que costuma favorecer histórias com camadas históricas e conspiratórias como esta.

Além disso, o momento é favorável. Produções como The Last of Us e Fallout provaram que adaptações de games podem funcionar quando respeitam o espírito da obra original sem ficarem presas a ele. A escolha de contar uma história inédita, em vez de recriar um jogo, segue exatamente essa cartilha. É uma aposta arriscada, mas com precedentes recentes de sucesso.

Para o público brasileiro, há ainda o atrativo do cenário. A Roma de Nero, com suas intrigas políticas e o famoso incêndio de 64 d.C., oferece material dramático de sobra. Se a produção acertar na reconstituição histórica, algo que o vídeo vazado sugere estar sendo levado a sério, a série pode conquistar até quem nunca encostou em um controle.

Enquanto a estreia não chega, vale relembrar as bases da mitologia que a série vai adaptar na matéria sobre as origens da Ordem dos Assassinos exploradas em “Assassin’s Creed Origins”. E, para conhecer os cantos menos famosos da franquia, confira também o panorama dos jogos da série Assassin’s Creed Chronicles, que passeiam por China, Índia e Rússia. Por ora, o trono de pedra segue como nosso melhor palpite sobre o que vem por aí.

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