‘Avatar: Fogo e Cinzas’: 6 curiosidades de bastidores

Cheyna Corrêa

O terceiro filme de James Cameron já está disponível no Disney+. Relembre segredos impressionantes por trás do espetáculo visual de Pandora.

Assistir a um filme da saga Avatar é sempre uma aula de tecnologia e criatividade no cinema. Agora que Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash) chegou ao catálogo do Disney+, o público pode explorar com calma cada detalhe do universo criado por James Cameron. O terceiro capítulo, um fenômeno de bilheteria premiado no Oscar, expande Pandora com novos clãs e efeitos impressionantes. Por isso, separamos seis curiosidades dos bastidores que mostram a grandiosidade da produção.

Os cenários vieram antes do roteiro

Imagem: Disney

O método de trabalho de James Cameron foge do tradicional. Os responsáveis pelo design de produção, Dylan Cole e Ben Procter, desenvolveram os cenários de Pandora antes mesmo de o roteiro ficar pronto. Assim, o próprio design se tornou uma ferramenta ativa para a criação da história, em um processo iterativo pouco comum no cinema.

O figurino começou a ser criado em 2017

Imagem: Disney

O planejamento visual do filme foi extremamente antecipado. Para dar vida aos dois novos clãs, os Comerciantes do Vento e o Povo das Cinzas, a figurinista Deborah L. Scott iniciou os trabalhos ainda em 2017, oito anos antes da estreia. No total, sua equipe produziu mais de 8 mil ilustrações originais para definir a identidade dos novos povos.

A montagem foi feita ao vivo no set

Imagem: Disney

Diferente da maioria das produções, a edição não esperou pela pós-produção. Os montadores trabalharam ao lado de Cameron desde o início das filmagens. Havia sempre um profissional no set, recebendo as cenas de captura de performance em tempo real, o que permitia dar retorno imediato ao diretor.

Dois mundos criados separadamente

Imagem: Disney

Durante boa parte da produção, as equipes trabalharam como se fizessem dois filmes distintos: um focado no mundo orgânico dos Na’vi e outro no universo humano da RDA. Esses dois estilos só se integraram plenamente em espaços específicos da trama, como o novo laboratório onde o personagem Spider é mantido e estudado.

Multidões recordes em Pandora

Imagem: Disney

A escala populacional do filme atingiu um novo patamar na franquia. Foram criadas cenas de multidão com mais Na’vi do que nunca, incluindo um plano que exibe impressionantes 536 personagens diferentes de uma só vez. Para enriquecer o visual, a cultura do povo foi inspirada em tradições artesanais indígenas, como você pode notar na riqueza visual que marca o longa.

Gôndolas flutuantes em escala monumental

Os Comerciantes do Vento se locomovem em naves suspensas gigantescas. Cada uma dessas estruturas possui dimensões colossais: 129 metros de comprimento, 97 de largura e 189 de altura. Para construí-las, foram usados mais de cem quilômetros de corda e 2 mil peças de bambu. O designer Dylan Cole detalhou a inspiração por trás das naves.

Basicamente, são como naves tecidas, algo como um pequeno povoado suspenso sob o que chamamos de medusoide, uma criatura voadora gigantesca inspirada em uma medusa e na caravela portuguesa, que flutua no ar.

Por que ‘Avatar’ continua impressionando?

Todos esses detalhes reforçam a obsessão de James Cameron por inovação técnica. Enquanto muitos estúdios buscam atalhos, o diretor investe anos e recursos para ampliar os limites do que é possível na tela, o que explica o fascínio duradouro do público pela franquia.

Comercialmente, o filme foi um sucesso, arrecadando mais de US$ 1,4 bilhão, embora tenha registrado o menor desempenho da trilogia. Esse dado, inclusive, fez a Disney repensar os custos dos próximos capítulos. De qualquer forma, a chegada ao Disney+ é a oportunidade perfeita para revisitar essa proeza visual em casa. E você, qual curiosidade mais te surpreendeu? Comente aqui embaixo!

Fonte: Disney

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