Entenda por que ‘Avatar: Sete Refúgios’ muda para sempre a franquia!

Luiz Gustavo Gonçalves

A nova série do universo de Avatar finalmente ganhou seu primeiro trailer e, cara… esse negócio é muito mais diferente do que a gente imaginava. Depois de A Lenda de Aang e A Lenda de Korra, a franquia vai dar um salto gigantesco no futuro para mostrar um mundo completamente transformado.

A nova produção, anunciada pela Nickelodeon como uma continuação direta de A Lenda de Korra e parte das comemorações dos 20 anos de Avatar, apresenta uma realidade que parece ter passado por um verdadeiro apocalipse. E o mais curioso é que Korra aparentemente deixou de ser lembrada como uma heroína. Pelo contrário: o trailer levanta a possibilidade de que ela tenha sido responsável por uma das maiores tragédias da história desse universo.

O mundo de Avatar foi destruído e agora existem sete refúgios

O mundo de Avatar mudou completamente. As quatro nações que conhecíamos deixaram de existir da maneira tradicional, e a humanidade passou a se organizar em sete grandes refúgios. Não é mais uma história sobre um Avatar viajando pelo mundo para resolver problemas de cada nação. Agora parece ser uma história sobre uma civilização tentando sobreviver depois de uma catástrofe.

E a situação parece ainda pior porque os desastres naturais continuam acontecendo. O trailer mostra Pavi salvando Jae de um desmoronamento, além de apresentar fenômenos estranhos espalhados pelo planeta. Até os bisões voadores aparecem usando aquilo que parecem ser máscaras para filtrar o ar, já que outros personagens também utilizam equipamentos semelhantes.

Divulgação – Paramount+

E olha o nível da loucura: até os bisões voadores aparentemente precisam de proteção para respirar nesse novo mundo. Isso mostra que não estamos apenas diante de uma mudança política ou tecnológica. O próprio ambiente parece ter sido profundamente afetado.

Korra pode ter se tornado a responsável pelo fim do mundo

E aqui está uma das partes mais interessantes de Avatar: Sete Refúgios: Korra aparentemente não é lembrada como a grande heroína que Aang foi. O trailer deixa no ar que alguma coisa aconteceu durante ou depois da vida dela que levou o mundo a uma situação completamente diferente.

Só que ainda não sabemos o que realmente aconteceu. Korra pode ter perdido o controle, pode ter sido manipulada ou pode ter enfrentado alguma ameaça relacionada aos espíritos. A verdade é que seria muito mais interessante se a série não simplesmente apresentasse uma explicação simples, mas mostrasse uma Korra que tomou decisões controversas e deixou consequências para as gerações seguintes.

Divulgação – Paramount+

E existe uma teoria especialmente interessante envolvendo Raava e Vaatu. Durante A Lenda de Korra, a Avatar se fundiu novamente com Raava, o espírito associado à luz e à ordem. Só que Vaatu, entidade ligada à escuridão e ao caos, também poderia estar envolvido naquele processo.

A teoria sugere que um fragmento de Vaatu poderia ter permanecido ligado à Avatar. Se isso realmente aconteceu, Korra teria sido a primeira Avatar a carregar uma conexão com as duas forças ao mesmo tempo. E isso poderia explicar uma das maiores bizarrices mostradas no trailer: Pavi tem uma irmã gêmea chamada Nisha.

Reprodução – Nickelodeon

A ideia seria que a necessidade da separação dessas entidades tivesse provocado uma divisão na própria essência da Avatar. Assim, pela primeira vez, o Avatar poderia ter surgido literalmente em dose dupla. E tem mais: Vaatu aparece no trailer, enquanto Nisha possui um losango amarelo em sua roupa que lembra justamente o formato associado ao “olho” de Vaatu. Ainda não existe confirmação de que ela seja uma Avatar, mas uma ligação com Vaatu parece uma possibilidade interessante demais para ser ignorada.

A nova série parece mais infantil, mas pode esconder uma crítica pesada

Agora vamos falar de uma coisa que chamou atenção no trailer: a animação parece ter sofrido um downgrade. Mesmo sendo uma produção ambientada em um contexto muito mais sombrio, a movimentação dos personagens parece menos fluida e menos refinada do que aquilo que a gente viu em A Lenda de Aang e A Lenda de Korra.

Isso não significa que a identidade visual seja ruim. Muito pelo contrário. A direção de arte parece ter bastante personalidade, principalmente na construção desse mundo destruído e na maneira como os novos ambientes são apresentados. O problema está mais na qualidade e na fluidez da animação em si.

Representação de fãs a partir do trailer oficial da Paramount+

E tem outro detalhe curioso: os novos símbolos dos elementos parecem muito mais simples. Eles aderiram de maneira bastante clara ao minimalismo, algo que combina com uma tendência visual que já está extremamente presente atualmente.

Só que… e se isso for proposital?

Estamos falando de uma civilização que passou por uma catástrofe gigantesca. Talvez esses símbolos simplificados não sejam apenas uma escolha estética. Eles podem representar a perda de identidade, individualidade e riqueza cultural daquele mundo. Uma sociedade destruída poderia naturalmente produzir símbolos mais simples, menos elaborados e menos conectados às tradições antigas.

Nesse caso, o próprio visual da série poderia estar funcionando como uma crítica. Um mundo que perdeu tanto que até sua cultura ficou mais pobre. E aí Avatar: Sete Refúgios poderia estar fazendo uma analogia bastante interessante com o nosso próprio momento histórico, em que o minimalismo tomou conta de praticamente tudo.

Divulgação – Paramount+

O novo Avatar pode quebrar tudo o que a franquia estabeleceu

Talvez seja justamente isso que torne Avatar: Sete Refúgios tão interessante. Pela primeira vez, a franquia parece disposta a abandonar completamente aquela estrutura conhecida. Não temos mais as quatro nações como antes, o mundo está destruído, a sociedade vive em refúgios e o próprio legado de Korra parece ter se tornado um problema.

E ainda existe a questão do tempo. A nova Avatar nasceu mais de 200 anos no futuro, o que levanta uma pergunta gigantesca: quanto tempo Korra viveu? Ela morreu há séculos ou conseguiu sobreviver durante uma parte absurda desse período?

Existe até um precedente dentro do próprio universo. Avatar Kyoshi viveu por mais de 230 anos graças a uma técnica que aprendeu com seu mestre. Então não seria impossível imaginar que Korra também pudesse ter vivido durante um período extremamente longo.

Reprodução – Netflix

Mas o mais importante é que ainda não sabemos exatamente o que aconteceu. E talvez seja justamente esse o grande trunfo da nova série. Em vez de transformar Korra simplesmente em uma vilã ou destruir o legado dela sem explicação, a história pode explorar as consequências das escolhas de uma Avatar extremamente poderosa.

VEJA MAIS Anime Avatar Mangá otaku
COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também

ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA