‘Backrooms: Um Não-Lugar’: Diretor revela bastidores insanos do terror na CCXP; saiba mais

Cheyna Corrêa

O fenômeno que nasceu nos cantos mais obscuros da internet está prestes a dominar as telonas com o selo de qualidade da A24. No último sábado, 25 de abril, o diretor Kane Parsons subiu ao Palco Thunder da CCXP México para compartilhar detalhes perturbadores sobre Backrooms: Um Não-Lugar. Com apenas 20 anos, Parsons já faz história como o diretor mais jovem da prestigiada produtora, trazendo a estética de “liminal spaces” para o cinema com um nível de realismo que fez até a equipe se perder durante as filmagens.

Construindo o pesadelo em 3 mil metros quadrados

Se você achava que o terror das Backrooms seria resolvido apenas com efeitos digitais, pense novamente. Parsons revelou que a produção construiu quase 3 mil metros quadrados de cenários físicos, recriando os corredores infinitos e amarelados que o tornaram famoso no YouTube aos 16 anos. “Algumas pessoas chegaram a se perder lá dentro”, contou o diretor, enfatizando que a obsessão pelos detalhes foi levada ao extremo: foram realizados 50 testes de papel de parede até encontrarem o tom exato de amarelo que causa aquela sensação de desconforto imediato.

Apoiado por gigantes como James Wan e Shawn Levy na produção, Parsons explicou que o longa mantém a essência solitária da obra original. O elenco, que conta com nomes de peso como Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, interpreta indivíduos vivendo vidas “atomizadas”. Segundo o cineasta, raramente há mais de dois personagens em cena ao mesmo tempo, reforçando a ideia de um filme profundamente isolado, onde o maior inimigo é o próprio espaço e a incapacidade do cérebro humano de mapear o que parece não ter fim.

O terror psicológico da privação sensorial

Mais do que apenas um monstro espreitando nas sombras, Backrooms: Um Não-Lugar explora conceitos psicológicos profundos. Parsons descreveu o ambiente como um teste de privação sensorial. Em um quarto vazio e infinito, o sistema nervoso humano fica tão carente de estímulos que começa a projetar informações e ruídos em padrões simples nas paredes. Para ele, as Backrooms tocam em uma ferida aberta na sociedade moderna: a ansiedade coletiva em relação aos sistemas industriais e econômicos que nos cercam.

O diretor, que aprendeu sozinho a modelar em 3D, agora conta com a parceria do diretor de fotografia Jeremy Cox para garantir que a transição do YouTube para o cinema de alto orçamento não perca a continuidade visual que os fãs esperam. O filme promete ser uma experiência imersiva onde a regra de ouro é a desorientação: você pode tentar voltar pelo mesmo caminho, mas a repetição exaustiva fará você desistir de tentar entender o mapa.

Backrooms: Um Não-Lugar estreia em 28 de maio de 2026 nos cinemas brasileiros, com distribuição da Imagem Filmes. Você está preparado para encarar o vazio ou teme que o seu cérebro comece a encontrar “ruídos” onde não deveria?

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