BLACKPINK é apontado como o maior grupo em termo global da YG

Cheyna Corrêa

Análise do mercado coreano credita ao grupo a transformação da YG em uma potência global. O quarteto conecta música, moda, plataformas e marcas.

BLACKPINK voltou a ser destaque no noticiário econômico da Coreia do Sul. De acordo com uma análise divulgada pela imprensa coreana, o quarteto é apontado como a principal força por trás da transformação da YG Entertainment em uma empresa global de propriedade intelectual. Segundo essa avaliação, Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa deixaram de ser apenas um grupo de K-pop para se tornarem a maior PI da gravadora, conectando performances, moda, plataformas digitais e negócios com marcas. Entenda o que sustenta esse diagnóstico.

O que diz a análise

De acordo com a publicação, o grande protagonista dessa virada é o BLACKPINK. O argumento central é que o grupo expandiu o mercado dos girl groups coreanos para o mundo ao combinar três frentes: turnês mundiais, presença massiva no YouTube e colaborações globais com grandes marcas.

Vale destacar que se trata de uma leitura de mercado, e não de um comunicado oficial da empresa. Ainda assim, a avaliação encontra respaldo em números concretos, que ajudam a explicar por que o quarteto se tornou tão estratégico para a companhia.

Os números que sustentam o argumento

O caso mais citado é o de Born Pink. Lançado em 2022, o segundo álbum completo do grupo alcançou o primeiro lugar tanto na Billboard 200, nos Estados Unidos, quanto na parada oficial de álbuns do Reino Unido, um feito inédito para um girl group coreano.

Outro marco decisivo veio em 2023, quando elas se tornaram a primeira atração asiática a encabeçar o Coachella, um dos maiores festivais do mundo. Além disso, a turnê que acompanhou o disco entrou para a história como a mais lucrativa já realizada por um grupo feminino.

Muito além dos álbuns

O ponto central da análise, porém, está justamente fora da música. Cada integrante construiu uma marca pessoal potente, sobretudo no universo da moda, atuando como embaixadora de grifes de luxo e ocupando as primeiras fileiras das principais semanas de moda do planeta.

Essa força se traduz também no ambiente digital. Não à toa, o grupo alcançou a marca inédita de 100 milhões de inscritos no YouTube, tornando-se o primeiro artista da história a atingir esse patamar na plataforma. É esse conjunto que transforma o nome BLACKPINK em um ativo comercial valiosíssimo.

Um ano simbólico para a YG

O timing dessa discussão não é casual. Em 2026, a YG Entertainment celebra 30 anos de fundação, enquanto o BLACKPINK comemora uma década de carreira. Ou seja, é um período natural de balanço sobre legado e resultados.

Vale contextualizar, no entanto, que as quatro integrantes mantêm empresas próprias para suas carreiras solo, como a LLOUD, de Lisa, e a Odd Atelier, de Jennie. Mesmo assim, o grupo segue sendo tratado pelo mercado como um dos ativos mais valiosos da gravadora.

Por que isso importa para o K-pop?

Essa leitura revela uma mudança profunda na indústria musical coreana. Hoje, o valor de um grupo não se mede apenas por vendas de álbuns, mas pela capacidade de gerar receita em múltiplas frentes, do streaming aos contratos publicitários.

Nesse cenário, a força individual das integrantes se tornou um trunfo, e não uma ameaça. Prova disso é o desempenho recente de Jennie nas paradas americanas, que reforça o alcance da marca. Sem dúvida, o modelo BLACKPINK deve seguir servindo de referência para toda a indústria. E você, concorda com essa análise? Comente aqui embaixo!

Fontes: Naver News, The Korea Herald, Forbes

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