Três compositores dos EUA processaram a HYBE, alegando que a faixa é cópia. A BIG HIT MUSIC classificou as acusações como infundadas e negou o plágio.
Uma nova polêmica jurídica cerca o retorno do BTS. A BIG HIT MUSIC, gravadora do grupo de K-pop e subsidiária da HYBE, negou nesta sexta-feira (10) uma acusação de plágio envolvendo Swim, um dos maiores sucessos do septeto. Três compositores norte-americanos moveram um processo alegando que a faixa copiaria uma composição anterior. Contudo, a empresa afirma que a música é uma criação totalmente independente. É importante frisar que se trata de uma disputa em estágio inicial, sem qualquer decisão judicial até o momento.
O que diz o processo
De acordo com a ação, apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, os autores Steve Cooper, Jon Sandler e Greylyn Johnson alegam que Swim reproduziria trechos substanciais de uma demo criada por eles no início de 2025, também chamada “Swim”.
Segundo os queixosos, a gravação teria circulado entre profissionais da indústria musical em Los Angeles até, supostamente, chegar a pessoas ligadas à criação da faixa do BTS. No entanto, é fundamental destacar que a própria acusação não apresenta uma prova direta de que os autores creditados tenham de fato ouvido a demo. Justamente por isso, essa possível cadeia de acesso deve ser um dos principais pontos debatidos no caso.
BTS e os integrantes não são réus
Um ponto crucial precisa ser esclarecido para evitar interpretações equivocadas: nem o BTS nem seus integrantes foram processados. Embora RM apareça nos créditos da composição, ele não figura na lista de réus. O produtor Pdogg, também creditado na faixa, igualmente ficou de fora da ação.
Os réus citados são, na verdade, empresas como a HYBE e a Big Hit Music, além da editora Artist Publishing Group e de parte dos compositores creditados, entre eles o renomado produtor Ryan Tedder, que trabalhou no álbum ‘Arirang’. A distinção é essencial para não atribuir a responsabilidade diretamente aos artistas.
A defesa da gravadora
Em sua manifestação, a BIG HIT MUSIC foi enfática ao rechaçar as alegações. A empresa classificou as acusações como unilaterais e sem fundamento, reafirmando que Swim foi produzida de maneira independente. A gravadora ainda garantiu que responderá firmemente por meio das medidas legais cabíveis.
Para embasar a acusação, por outro lado, os compositores contrataram um musicólogo, que apontou supostas semelhanças na melodia, na harmonia e no gancho da palavra “swim”. Ainda assim, vale reforçar que essas conclusões fazem parte apenas da argumentação dos autores e ainda não foram avaliadas pela Justiça.
O sucesso de ‘Swim’ e o contexto
Lançada em 20 de março como o primeiro single do álbum Arirang, Swim teve um desempenho estrondoso. A faixa estreou diretamente no primeiro lugar da Billboard Hot 100, garantindo ao grupo seu sétimo número 1 na parada, resultado do retorno triunfal do BTS após o serviço militar.
Vale notar que este é o terceiro processo por direitos autorais movido contra empresas ligadas à HYBE nos Estados Unidos em cerca de dois meses. Os outros casos envolvem as músicas “How Sweet” e “ETA”, do grupo NewJeans. Contudo, as disputas foram abertas por autores diferentes e não têm relação direta entre si.
O que esperar do caso?
Casos de direitos autorais como este costumam girar em torno de dois pontos centrais: comprovar o acesso ao material original e demonstrar uma semelhança substancial entre as obras. Como os próprios autores admitem não ter uma prova direta de acesso, esse será um desafio importante para a acusação.
Por ora, o processo segue em suas fases iniciais, sem veredito ou reconhecimento de culpa de qualquer das partes. Enquanto os compositores pedem indenização e participação nos lucros, a gravadora mantém firme a sua posição de inocência. Resta acompanhar como a Justiça americana irá analisar os argumentos técnicos apresentados. E você, o que achou dessa disputa? Comente aqui embaixo.
Fontes: The Korea Herald, The Korea Times






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