Capitão América vira guerreiro do inferno em HQ da Marvel

Andre Luiz

A Marvel resolveu elevar o Capitão América a um patamar quase divino. Em uma nova história, Steve Rogers descobre poderes capazes de torná-lo mais forte do que nunca. E o mais curioso é que essa reforma acontece justamente no lugar mais improvável possível: o Inferno.

O que acontece na nova edição

Na edição Capitão América #13, escrita por Chip Zdarsky com arte de Ton Lima e Romulo Fajardo Jr., Steve entra em coma após um confronto brutal com o Hulk Vermelho. Nesse estado, ele desperta no Inferno, ao lado de um Doutor Destino sem máscara. Rapidamente, o herói percebe que está muito mais forte do que o normal.

Na verdade, ele se torna mais poderoso do que qualquer um no domínio de Mephisto. O profeta demoníaco Torvoz passa a enxergá-lo como um messias, e Steve prova ser digno do título. Afinal, ele rompe correntes indestrutíveis forjadas nas chamas originais do Inferno e derruba entidades demoníacas gigantescas com o poder de uma luz divina.

A presença de um Doutor Destino sem máscara, aliás, só aumenta o mistério em torno do que essa jornada representa para o herói.

A pureza como superpoder

O Capitão América nunca teve o poder bruto dos deuses ou seres cósmicos da Marvel. Sua força vem do soro do supersoldado, de sua mente tática e do lendário escudo. Contudo, o que sempre o definiu foi a integridade moral inabalável, mesmo quando isso o coloca contra governos e outros heróis.

É justamente essa pureza que vira um trunfo no Inferno. Ali, os valores do herói se materializam como uma luz que fere a corrupção do lugar. Ou seja, o Capitão América parece ter se transformado em um ser de luz, indo além da figura tradicional do herói humano de bom coração.

Não à toa, Steve já provou seu caráter diversas vezes, seja ao se opor ao autoritarismo do governo durante a Guerra Civil dos quadrinhos, seja ao se manter digno de erguer o martelo Mjölnir.

Chris Evans como Capitão América segurando o martelo Mjolnir em Vingadores: Ultimato
Capitão América e o Mjölnir em Vingadores: Ultimato – Reprodução/Marvel Studios

Ele vai manter os novos poderes?

Essa é a grande dúvida deixada pela história. É provável que essas habilidades venham da própria natureza do Inferno. Dessa forma, Rogers possivelmente não conseguiria acessá-las depois de despertar do coma. Ainda assim, a experiência pode mudar de vez sua relação com o lado sobrenatural da Marvel.

Para o site, mesmo que o poder fique restrito ao Inferno, o herói pode manter uma conexão inesperada com cantos do universo normalmente ligados a nomes como Motoqueiro Fantasma e Doutor Estranho. Demônios, Senhores do Inferno e entidades místicas passariam a reconhecê-lo como alguém que desafiou a autoridade infernal em seu próprio território.

O que isso significa para o herói

Caso alguma fração desses dons permaneça ativa, o Capitão América poderia se tornar um dos maiores defensores da Terra contra ameaças ocultas, mesmo sem qualquer treinamento mágico. Seria uma virada significativa para um personagem tradicionalmente ligado a batalhas mais terrenas e políticas.

De todo modo, a história reforça uma ideia central do herói: sua maior arma nunca foi a força física, mas aquilo em que ele acredita. Resta agora acompanhar se esse novo capítulo terá reflexos duradouros na mitologia da editora.

Por enquanto, os fãs já podem conferir a edição Capitão América #13, disponível pela Marvel Comics.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA