O Carnificina tem um novo lar nos quadrinhos da Marvel, e a escolha surpreendeu todo mundo. Nas páginas finais de The Amazing Spider-Man: Spider-Versity #5, escrita por Jordan Morris e Joe Kelly, a revelação: a Mulher-Aranha, Jessica Drew, está com o simbionte vermelho e acredita ser capaz de controlá-lo.
A decisão coloca uma das heroínas mais experientes da editora em rota direta para o desastre.
Como Jessica Drew acabou com o simbionte
A minissérie acompanha Norman Osborn em sua fase redimida, treinando a nova geração de heróis aracnídeos, com Miles Morales, Gwen-Aranha, Teia, Araña, Garoto-Aranha e Garota-Aranha. O objetivo é curioso: preparar os jovens para derrotá-lo, caso o Duende Verde um dia retorne.
A Mulher-Aranha atuava como a mentora de confiança da turma. Tudo desandou quando o Carnificina invadiu a história e se fundiu com a Garota-Aranha. Para salvá-la, Norman se sacrificou e convidou o simbionte de volta ao próprio corpo, virando o Duende Vermelho mais uma vez.
No desfecho, Jessica usou suas rajadas bioelétricas para arrancar a criatura de Osborn. Ele implorou pela própria morte, mas a heroína recusou e o ajudou a seguir no caminho da redenção.

O detalhe perturbador ficou para o epílogo. Sozinha em seu apartamento, Jessica retira o Carnificina de dentro de si e aplica choques diários para manter a criatura dócil. Em seguida, pondera que deveria procurar um cientista para separá-los, mas conclui que o poder do simbionte pode ser útil demais para ser descartado. A fala soa como o primeiro sinal de corrupção.

Um vilão que acabou de destruir Eddie Brock
O momento não poderia ser pior para subestimar a criatura. O arco Death Spiral terminou há pouco com Eddie Brock, o hospedeiro mais experiente da Marvel, preso após ser manipulado pelo Carnificina, que agia até enquanto ele dormia.
A editora ainda prepara o crossover de simbiontes Queen in Black, mantendo o tema em alta. Vale lembrar a ficha corrida do monstro: criado em 1992, o Carnificina virou rapidamente um dos vilões mais populares do Homem-Aranha, sempre ligado ao serial killer Cletus Kasady.
Por que a aposta de Jessica deve terminar mal
O raciocínio é simples: se nem Eddie Brock nem um Norman Osborn reformado seguraram o Carnificina, as chances de Jessica Drew são mínimas. A heroína tem treinamento de elite pela Hydra e pela S.H.I.E.L.D., mas pouca vivência com simbiontes, criaturas que corrompem justamente pela convivência.
Existe uma hipótese generosa: ela teria se afastado dos jovens heróis de propósito, para protegê-los do risco. Ainda assim, a tentação de usar o poder da criatura já apareceu. A história dos hospedeiros mostra que até os vínculos mais heroicos com simbiontes cobram um preço alto.
Se o padrão se repetir, a Marvel pode estar plantando a queda de uma de suas heroínas mais queridas, e os fãs farão bem em acompanhar cada edição.





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