A terceira temporada de A Casa do Dragão chegou à metade sem economizar surpresas. Porém, o episódio mais recente escondeu uma pista devastadora sobre o futuro de Rhaenyra Targaryen.
Curiosamente, ela veio embalada em um comentário aparentemente banal.
O novo Mestre da Moeda
Rhaenyra finalmente tomou Porto Real. Como primeiro ato de governo, dispensou o antigo conselho e nomeou Sor Torrhen Manderly, vivido por Dan Fogler, como Mestre da Moeda. O que a conquistou foi a coragem dele em apontar que o bloqueio promovido por ela havia sido o responsável por deixar o povo faminto.
Logo veio a discussão sobre o destino do ouro recolhido das grandes casas. Enquanto Mysaria defendia distribuir os recursos ao povo, Daemon preferia bancar a Patrulha da Cidade. Foi então que o novo conselheiro soltou a palavra fatídica: um imposto.

Por que essa sugestão é tão perigosa?
A proposta passou praticamente despercebida em meio às brigas do conselho. Nos livros de George R.R. Martin, entretanto, foi justamente essa medida que arruinou o reinado da rainha. Portanto, o que soou como uma piada de fundo pode ser a chave de todo o colapso que virá.
Para quem não acompanha a obra, um resumo do momento: a rainha domina a capital, mantém Alicent Hightower e a filha Helaena como reféns, e ainda enfrenta a fuga de Aegon II, que se esconde disfarçado entre a população comum. Ou seja, o trono é dela, mas o terreno é movediço.
Vale explicar como isso ocorre na obra original. Lá, o cargo de Mestre da Moeda pertence a Lorde Bartimos Celtigar, personagem que a série já dispensou da função, e é ele quem impõe as taxas. Os efeitos foram brutais: cobrança sobre propriedades, valores dobrados no vinho e na cerveja, tarifas portuárias triplicadas e até pedágio para entrar ou sair da cidade.
A ironia que sela o destino
Havia ainda um detalhe cruel na medida. O conselheiro criou uma taxa sobre filhos nascidos fora do casamento, algo profundamente irônico considerando a própria situação familiar de Rhaenyra. Assim, a popularidade dela evaporou entre o povo mais pobre.
O clima de revolta cresceu até explodir, agravado por uma tragédia envolvendo Helaena. A fúria popular culminou no Saque do Fosso dos Dragões, episódio que custou a vida de várias dessas criaturas. No fim, a rainha perdeu a cidade e nunca mais voltou a sentar no Trono de Ferro.

A série vai pelo mesmo caminho?
Tudo indica que sim, ainda que por outra rota. Como já vimos, a produção costuma preencher as lacunas deixadas pelo livro com liberdade criativa, trocando nomes e reorganizando eventos. Contudo, os pilares da tragédia permanecem de pé.
Aa versão televisiva da personagem, interpretada por Emma D’Arcy desde o salto temporal da primeira temporada, já demonstra enxergar o povo apenas como ferramenta. Dessa forma, subestimar os mais pobres tende a cobrar seu preço. E você, acha que ela cairá nessa armadilha? Conte nos comentários!






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