Chris Wilson, cofundador da Grinding Gear Games e criador de “Path of Exile”, afirma estar cautelosamente otimista com “Diablo 5“. Segundo ele, o sucesso do jogo seria bom para todo o gênero de RPGs de ação.
Mesmo sendo, na teoria, um concorrente direto, Chris Wilson afirma torcer para que “Diablo 5” seja um grande sucesso. Em um novo vídeo publicado em seu canal pessoal no YouTube, o designer e cofundador da Grinding Gear Games comentou o anúncio recente da Blizzard confirmando o desenvolvimento do próximo capítulo da franquia.
Quem é Chris Wilson e por que sua opinião importa
Wilson cofundou a Grinding Gear Games em 2006 e foi designer líder de “Path of Exile”, deixando o estúdio em 2023, pouco antes do lançamento da sequência do jogo.
Segundo ele, foi justamente a franquia “Diablo” que o motivou a criar “Path of Exile” originalmente, já que havia se decepcionado com os rumos mais recentes da série da Blizzard e torcia para que o quinto jogo representasse um retorno às origens.
A desilusão com Diablo 3 e Diablo 4
Wilson foi direto ao relembrar por que passou a se afastar da franquia principal ao longo dos anos:
Eu tinha esperança com o anúncio de Diablo 3, em 2008, mas, assim como muitos de vocês, senti que o jogo era diferente demais de Diablo 2 para ser algo que eu gostasse. Eu tentei jogar quando saiu, mas não me prendeu.
A mesma coisa aconteceu com o anúncio de Diablo 4, em 2019. A discussão sobre mundo aberto, escalonamento de nível dos monstros e a forma como os amuletos mostravam Ataque e Defesa como propriedades implícitas acabaram rapidamente com qualquer empolgação que eu tivesse. Senti que a série Diablo simplesmente havia se afastado do tipo de jogo que eu amava.
Um “lampejo de esperança” com o anúncio de Diablo 5

Apesar do histórico de decepções, Wilson admite que o anúncio mais recente despertou algo diferente nele, inclusive por causa de um detalhe visual específico:
Mas quando assisti ao anúncio de Diablo 5, senti um lampejo de esperança. E não foi só pelas palavras que eles usaram, mas também pelo que escolheram mostrar de propósito. Reparem no logo de Diablo 5. Notaram algo familiar nele? É um texto preto em chamas, exatamente como os logos de Diablo 1 e 2, e nada parecido com os logos de Diablo 3 e 4.
“Diablo 5” foi anunciado pela Blizzard com previsão de lançamento para 2029.
Por que ele não quer comemorar cedo demais
Wilson também fez questão de manter os pés no chão, especialmente depois de a Blizzard revelar que chegou a considerar lançar “Diablo 5” originalmente como uma expansão de “Diablo 4”:
Mesmo sendo uma ótima conversa para se ter internamente, acho que é melhor não dizer isso publicamente. Isso enfraquece um pouco a confiança e o peso do novo jogo, se os jogadores acharem que ele poderia ter sido apenas uma expansão.
“Quero desesperadamente que Diablo 5 seja bom”, explica Wilson
Apesar de toda a cautela, Wilson não esconde o quanto torce pelo sucesso do jogo, citando inclusive sua própria história pessoal com a franquia:
Eu quero desesperadamente que Diablo 5 seja um bom jogo. Passei minha adolescência obcecado por Diablo, e joguei Diablo 2 a um ponto que mudou completamente o rumo da minha vida. Seis anos depois do lançamento dele, sem sinal de uma sequência, criei Path of Exile com alguns amigos, para que pudéssemos ter um novo RPG de ação para jogar.
Segundo ele, o gênero de RPGs de ação estilo dungeon crawler está “faminto por conteúdo”, e um sucesso estrondoso de “Diablo 5” poderia atrair novos jogadores para toda a categoria, beneficiando inclusive concorrentes diretos como a própria Grinding Gear Games.
Por que o sucesso de um concorrente interessa a Wilson
Para os fãs, a postura de Wilson pode parecer contraintuitiva à primeira vista, mas revela algo comum entre desenvolvedores apaixonados pelo gênero: o reconhecimento de que a visibilidade gerada por um lançamento do porte de “Diablo 5” tende a beneficiar toda a comunidade de RPGs de ação, e não apenas a Blizzard.
Para o gênero como um todo, essa torcida cruzada entre concorrentes reforça como o mercado de ARPGs vive um momento de crescimento saudável, no qual mais jogadores mainstream chegando via “Diablo 5” podem, na visão de Wilson, se tornar futuros fãs de “Path of Exile” e de outros títulos do estilo.
Já para a própria Blizzard, a expectativa cautelosa de uma figura tão respeitada dentro da cena de ARPGs funciona quase como um termômetro externo de credibilidade. Se “Diablo 5” conseguir recuperar a essência que encantou jogadores como Wilson na era de “Diablo 2”, o impacto pode ir muito além das vendas da própria Blizzard, fortalecendo o gênero como um todo.
E você, também está torcendo para que “Diablo 5” recupere a essência dos jogos clássicos da franquia? Deixe sua opinião nos comentários!



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