A BlizzCon 2026 trouxe o maior anúncio da história recente da franquia. “Diablo 5” chega na primavera de 2029, ambientado em um mundo onde os heróis já perderam a guerra contra o mal.
Um Sanctuary onde os heróis já falharam
O grande gancho de “Diablo 5” é uma inversão completa da fórmula clássica da série. Pela primeira vez em 30 anos de franquia, o jogador não vai lutar para impedir o apocalipse. A batalha já foi perdida antes mesmo do início da aventura. Sanctuary caiu, os heróis desapareceram, e o próprio Diablo agora governa o mundo.
Segundo o diretor do jogo, Joe Shely, a história se passa cerca de um século depois dos eventos de “Diablo 4: Lord of Hatred”. Os jogadores assumem o papel do Herdeiro de Westmarch, tentando sobreviver nos escombros de uma cidade que virou um verdadeiro posto avançado do inferno. A pergunta que resume a proposta do jogo é direta: o que você precisa se tornar quando o mundo já caiu?
Adeus às cidades seguras, olá acampamentos itinerantes
Um dos detalhes mais chamativos revelados em um painel dedicado ao desenvolvimento é o fim das cidades como bases seguras. Em vez de vilarejos e centros urbanos, os jogadores vão contar com um sistema de caravana itinerante. Ela reúne companheiros que funcionam como mercadores, artesãos e distribuidores de missões ao longo da jornada.
Blizzard também confirmou o retorno de mundos totalmente gerados de forma procedural. Além disso, o jogo trará um sistema de itens inspirado em “Diablo 2”, incluindo runewords e requisitos de atributos, mecânicas que “Diablo 4” havia deixado de lado. A decisão parece resposta direta a pedidos da comunidade e à comparação constante com concorrentes como “Path of Exile”.
Novas classes e o retorno de rostos conhecidos
Três classes já foram confirmadas para “Diablo 5”. O Caçador de Demônios e o Monge retornam à ativa.
Ao lado deles, chega uma classe inédita batizada de Praga-Cavaleiro, especializada em espalhar doenças e venenos pelo campo de batalha. Mais detalhes de jogabilidade devem ser revelados aos poucos até o lançamento, ainda distante três anos.
Diablo 4 chega ao Switch 2 nesta semana
Enquanto “Diablo 5” ainda está no horizonte, a Blizzard confirmou uma novidade mais imediata. “Diablo 4” chega ao Nintendo Switch 2 em 15 de setembro, dentro da coletânea “Age of Hatred Collection”. O anúncio não chegou a surpreender, já que a informação já vinha sendo amplamente antecipada pela imprensa especializada nas semanas anteriores. O preço nos Estados Unidos deve ficar em 69,99 dólares.
Além do lançamento no Switch 2, a nova temporada “Season of Hell’s Legacy” também estreia na mesma data para as demais plataformas. A classe Amazona, por sua vez, chega ao jogo apenas no primeiro semestre de 2027.
Netflix entra no universo de Diablo

Outro anúncio importante da BlizzCon foi a confirmação de uma adaptação animada de “Diablo” para a Netflix.
Trata-se do primeiro projeto de uma parceria entre a Blizzard Entertainment e o serviço de streaming. A empresa deixou claro que outros projetos conjuntos ainda estão por vir.
Uma franquia que já soma 130 milhões de jogadores
Enquanto o futuro se desenha, o presente da franquia segue firme. “Diablo 4” ainda deve permanecer como o carro-chefe da série por praticamente três anos, até a chegada de “Diablo 5”. Já “Diablo 2” recebeu sua primeira grande atualização em 25 anos ainda neste ano. É a prova de que o legado da franquia continua sendo tratado com carinho pela Blizzard.
Ao todo, a franquia “Diablo” já soma mais de 130 milhões de jogadores ao redor do mundo. Esse número vem desde o lançamento do primeiro jogo, em 1996, ano que marca justamente os 30 anos de história da série celebrados nesta BlizzCon.





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