Clash Royale: brasileiros lideram ranking de rage quit no jogo

Vinicius Miranda

O jogo Clash Royale, da Supercell, está dando a um jogador a chance de ser imortalizado como o primeiro emote de “rage” da história do game. Para entender o que realmente acontece quando uma partida sai do controle, a empresa encomendou uma pesquisa com 9 mil gamers em sete países.

O concurso chega junto à “Viking Season”, evento que abraça todas as emoções da experiência de jogar. A temporada também traz dois novos heróis, Valkyrie e Berserker, além de uma nova evolução.

O rage quit funciona como um intervalo

Abandonar a partida com raiva pode parecer uma desistência definitiva. Os dados, porém, mostram outra coisa. O rage quit funciona mais como uma pausa que aumenta a diversão.

Entre os jogadores que já abandonaram partidas dessa forma, 85,1% dizem que aproveitaram mais o jogo quando voltaram. O México é o país que mais sente esse efeito, com 90,5% gostando mais do game na volta. A Alemanha aparece no outro extremo, com 74,4%.

Brasileiros são os campeões mundiais do rage quit

Clash Royale – Divulgação / Supercell

Ninguém abandona com raiva um jogo com o qual não se importa. Globalmente, os jogadores atribuem o ato a querer jogar bem (31,3%), a se importar com o jogo (22,1%) e a proteger uma sequência de vitórias (21,9%). É aqui que o Brasil se destaca.

Os jogadores brasileiros dão mais rage quit do que qualquer outro país pesquisado, com 77% de ocorrência. O México registra o menor índice, com 59%. Já os franceses são os mais serenos: apenas 2% dizem se irritar com frequência ao jogar. Os alemães, por sua vez, são os menos competitivos, com apenas 19% relatando esse sentimento nas partidas.

O que tira os brasileiros do sério

A pesquisa também mapeou os principais gatilhos do rage quit no Brasil. O maior vilão é a conexão: Wi-Fi ruim ou lag durante o jogo irrita 39% dos jogadores. Em seguida vem a derrota em uma partida de alto risco (28%). A sensação de que o jogo está difícil ou injusto demais aparece logo depois (27%). Fecham a lista os erros cometidos pelo próprio jogador durante a partida (25%).

E o descontrole não acontece só em casa. Entre os brasileiros que já deram rage quit, 34% afirmam ter passado por isso em público. Desse grupo, 39% perderam a cabeça no ônibus, 37% na escola ou universidade e 31% enquanto estavam em uma fila. Depois da explosão, as reações variam. 32% ficam em silêncio e 29% precisam sair do ambiente. Outros 21% chegam a desinstalar o jogo. Há ainda 18% que saem de casa para caminhar e 17% que desabafam no chat da partida.

Americanos filmam, britânicos vão ao pub

Quase quatro em cada dez jogadores que deram rage quit já o fizeram em lugar público, mas o comportamento muda de país para país. Os Estados Unidos são o único mercado que deseja plateia: 55,6% dos jogadores publicariam o vídeo do próprio ataque de raiva com prazer.

Já no Reino Unido, 31,5% deram rage quit dentro de um pub, a maior taxa entre os países pesquisados. Os britânicos também preferem contar a mostrar, liderando em desabafar com um amigo (20,8%) e em gritar no travesseiro (17,2%).

Para a Geração Z, rage quit é espetáculo

Clash Royale – Divulgação / Supercell

Entre os mais jovens, o rage quit não é apenas algo que se faz, mas também algo que se assiste. O streamer IShowSpeed é apontado como o rei do rage quit pela Geração Z, com 32,3% das menções, mais de 2,5 vezes à frente do segundo colocado, AngryGinge, com 12,8%. Além disso, 40,7% da Geração Z admite que criadores de conteúdo os influenciam a dar rage quit.

Essa geração também leva o formato para fora de casa: 46% já viveram momentos de raiva no jogo em público, incluindo 43% na escola ou universidade, 30% no ônibus e 24% em filas.

Como virar o primeiro emote de rage do jogo

Segundo Fredrik Herneoja, gerente de marketing da marca Clash Royale, os jogadores fazem esses barulhos desde 2016, mas a empresa nunca tinha encontrado uma forma de colocá-los dentro do jogo. Para ele, esse tipo de reação é o que um jogo competitivo provoca, e vale mais a pena celebrar do que pedir desculpas. O executivo convida os jogadores a enviarem seus momentos mais barulhentos para que a comunidade decida qual virará o primeiro Rage Emote da história do game.

Participar é simples. Basta baixar Clash Royale e enviar seu vídeo de rage mais engraçado, novo ou antigo, para o site rage.supercell.com, com no máximo 10 segundos de duração. As inscrições começaram em 17 de agosto, às 4h no horário de Brasília, e se encerram no dia 25 de agosto, às 11h59. Os 10 melhores vídeos disputarão uma votação da comunidade, aberta de 25 de agosto, às 12h, até 28 de agosto, às 11h59. O áudio vencedor será anunciado no dia 28, às 12h. Ele será transformado no primeiro emote de rage da história do jogo, desbloqueável por meio de um evento de metas.

A pesquisa foi realizada pela OnePoll em agosto, sob encomenda da Supercell. Foram ouvidos 9 mil jogadores em sete mercados: Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Brasil, Austrália e México. Fundada em 2010 e sediada em Helsinque, na Finlândia, a Supercell é responsável por sucessos como Clash of Clans, Brawl Stars e Hay Day.

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