Jean Grey alcançou um novo patamar de popularidade graças à sua aparição em Homem-Aranha: Um Novo Dia. Ela se tornou a primeira mutante a integrar oficialmente o MCU, sem contar a Capitã Marvel.
Isso abre caminho para o X-Men de 2028, já com bastante atraso na visão de muitos fãs. A performance elogiada de Sadie Sink só aumentou essa expectativa. A Marvel Comics dificilmente deixaria passar a chance de aproveitar esse momento também nas páginas dos gibis.
Um retorno adiado desde o fim de Krakoa
Jean vive uma fase estranha desde o encerramento da Era Krakoa. Ela finalmente recebeu a Força Fênix por completo, atendendo a um pedido antigo dos fãs.
Em vez de segui-la nas fileiras dos X-Men, porém, a editora a mandou para o espaço em aventuras solo na revista Phoenix. A publicação foi cancelada. Agora a Marvel tenta de novo com Jean Grey, minissérie de cinco edições que chega às bancas em 25 de novembro de 2026.
O que muda com a nova fase editorial
Depois do fracasso da tentativa anterior, a Marvel parece levar essa nova aposta a sério. O roteirista Jed MacKay, de X-Men, assina o novo título ao lado do desenhista Roge Antonio, de Ciclope. A minissérie chega logo depois de DNX, crossover entre X-Men e Quarteto Fantástico que lida com a ameaça do Fera maligno e da entidade 3K.
Em entrevista ao site AIPT, o editor de grupo dos X-Men, Tom Brevoort, comentou os desdobramentos do evento.
Em termos de consequências, vocês já sabem de uma coisa que vem diretamente dali: Jean Grey. E isso também vai impactar o lançamento de Maximum X-Men. Mas o lugar onde isso vai bater mais forte é no Alasca e na fatia da história que pertence ao Jed, onde o impacto será relativamente sísmico.
Por que agora era a hora certa, segundo o roteirista
MacKay também explicou por que decidiu trazer Jean de volta justamente agora. A personagem estava impedida de integrar o time principal enquanto a revista Phoenix ainda estava no ar. Mesmo depois do cancelamento, ele preferiu esperar o momento certo.
Adicionar a Fênix a uma equipe desequilibra bastante o time. Agora, pós-DNX, os X-Men precisam de Jean, e ela precisa dos X-Men. É um encaixe que coincide com o pico de visibilidade da personagem no cinema.
O novo visual que reacendeu críticas antigas
Jean Grey sempre teve figurinos marcantes ao longo das décadas, parte da tradição de bom gosto visual dos X-Men nos quadrinhos. Seus últimos trajes como Fênix, porém, ficaram devendo perto dos clássicos. Nada de errado neles, mas eram combinações seguras de elementos antigos, sem muita originalidade.
O novo visual mantém as cores azul e amarelo da equipe, além do capuz que cobre a cabeça, marca registrada da personagem desde 1991. Os fãs, porém, notaram uma semelhança e tanto com um antigo uniforme da fase X-Factor dos anos 1990. Os ajustes ficaram por conta do X no peito e das botas.


A crítica de que os títulos de X-Men vêm reciclando nostalgia desde o fim de Krakoa não é exatamente nova. Isso vale sobretudo para os figurinos. Ainda assim, boa parte da recepção nas redes classificou o resultado como sem graça.
O padrão reforça uma lição que a Marvel parece demorar para aprender. Vale lembrar que a Força Fênix já gerou discussão intensa entre os fãs antes: a adaptação cinematográfica da saga, mal recebida pela crítica, também dividiu opiniões acaloradas na época do lançamento.
Um retorno necessário, apesar do figurino
Independentemente da recepção ao visual, trazer Jean de volta à Terra depois de mais de um ano isolada no espaço parece a decisão certa. As próprias declarações de MacKay confirmam uma suspeita antiga dos fãs. A personagem, com todo o poder da Fênix, era forte demais para as histórias que ele queria contar. Antes, era preciso reequilibrar as coisas.
Os X-Men carregam um buraco em formato de Jean Grey desde 2024. A Marvel finalmente parece disposta a preenchê-lo, ainda que o guarda-roupa da personagem precise de outra revisão. O retorno da mutante aos quadrinhos coincide, aliás, com um momento em que a versão cinematográfica clássica da Fênix ainda gera comparações entre fãs mais antigos.
É prova de que a saga segue como um dos capítulos mais discutidos da mitologia mutante.






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