Como as produções de época da Netflix se encaixam em uma linha do tempo histórica

Cheyna Corrêa

Os Bridgertons e os Ingalls vivem muito mais perto uns dos outros do que você imagina!

Quem maratonou Uma Casa na Pradaria talvez não imagine, mas a saga dos Ingalls divide o mesmo século de outros grandes sucessos da Netflix. A nova série se passa em 1869, quatro anos após a Guerra Civil Americana, e ocupa um lugar curioso na linha do tempo das produções de época da plataforma. Enquanto uns dançam em salões de baile, outros lutam pela sobrevivência na fronteira. Confira abaixo como esses mundos se conectam, em ordem cronológica.

1813: Bridgerton

Divulgação/Netflix

Antes de qualquer carroça cruzar o Velho Oeste, a alta sociedade londrina já brilhava nos salões. Ambientada na Era da Regência, a série retrata um mundo governado por títulos, heranças e status social. Curiosamente, os Ingalls chegam à pradaria apenas 56 anos depois, o que faz das duas obras retratos de realidades opostas dentro do mesmo século. E os fãs seguem bem servidos, já que a 4ª temporada trouxe o romance de Benedict.

1814: Persuasão

Divulgação/Netflix

Baseado no romance de Jane Austen, o filme acompanha Anne Elliot em meio a amores perdidos e às rígidas regras sociais de sua época. Aqui, casamento e classe determinam todo o futuro de uma mulher. O contraste com a obra de Laura Ingalls Wilder é fascinante, pois ambas mostram o século 19 pelo olhar de escritoras que viveram aquelas transformações de perto.

1851: Cem Anos de Solidão

Divulgação/Netflix

Quase duas décadas antes da jornada dos Ingalls, a família Buendía funda o mítico vilarejo de Macondo. A aclamada adaptação de Gabriel García Márquez retrata uma América Latina marcada por heranças coloniais, conflitos civis e realismo fantástico. Vale acompanhar, pois a segunda parte da saga estreia em agosto.

1868: House of Guinness

Divulgação/Netflix

Do outro lado do Atlântico, a poderosa família Guinness enfrenta disputas por legado e herança na Irlanda. A trama mergulha em um universo moldado pela riqueza industrial e pela tensão entre tradição e modernização. É o retrato de uma dinastia construída sobre fortunas herdadas, bem diferente daquela erguida com terra e trabalho braçal na fronteira americana.

1869: Uma Casa na Pradaria

Divulgação/Netflix

Eis o nosso ponto central. A releitura dos livros de Laura Ingalls Wilder mistura saga familiar, narrativa de sobrevivência e a origem do Velho Oeste. A protagonista, vivida por Alice Halsey, guia o público por um mundo de natureza implacável. Além disso, a série amplia o olhar ao retratar os encontros com comunidades indígenas, como o povo Osage, revelando a complexidade de uma nação em formação.

1880: Enola Holmes

Divulgação/Netflix

Uma geração depois, outra jovem curiosa desafia os limites impostos a ela, agora na Inglaterra vitoriana. Assim como Laura, Enola faz perguntas e recusa o papel que a sociedade lhe reservou. As duas heroínas provam que a curiosidade feminina foi um motor de transformação em qualquer continente. Recentemente, a franquia ganhou seu terceiro filme.

1881: Como um Relâmpago

Divulgação/Netflix

Apenas doze anos após a chegada dos Ingalls a Kansas, a minissérie mergulha nos bastidores da presidência de James A. Garfield. A trama expõe a fragilidade da democracia americana e a ascensão da Era Dourada, mostrando o outro lado daquele mesmo país em plena transformação.

1925: Os Sete Relógios de Agatha Christie

Divulgação/Netflix

Fechando a linha do tempo, saltamos quase seis décadas rumo ao entreguerras britânico. A adaptação da rainha do crime reúne mansões, segredos sociais e um assassinato que começa como brincadeira. Aqui, as velhas certezas aristocráticas já dão sinais claros de ruptura.

Um século em transformação

Colocar essas produções lado a lado revela algo poderoso. Afinal, enquanto a nobreza britânica se preocupava com bailes e heranças, famílias como os Ingalls arriscavam a vida em busca de um recomeço. Todas essas histórias, no entanto, falam de pessoas tentando encontrar seu lugar em mundos que mudavam rápido demais. E você, qual dessas viagens no tempo vai encarar primeiro? Comente aqui embaixo!

Fonte: Netflix

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