A DC Studios e a HBO teriam ouvido propostas de séries sobre a Mulher-Gato e a Hera Venenosa, duas das vilãs mais icônicas do Batman, e recusado ambas. A informação aparece em reportagem do The Ankler.
Nenhum dos dois projetos foi confirmado oficialmente pelo estúdio, e detalhes sobre roteiristas ou produtores envolvidos nas apresentações permanecem em sigilo.
As propostas
Segundo a apuração, as duas ideias foram apresentadas e descartadas em meio a uma reorganização maior da estratégia de TV da DC. No mesmo relato, os projetos Waller e Paraíso Perdido teriam saído da fila de prioridades do estúdio.
No caso da Hera Venenosa, rumores já circulavam desde o início do ano sobre uma possível série da personagem, que seria o segundo derivado do universo de Matt Reeves após Pinguim. Curiosamente, a vilã botânica nunca sequer apareceu nesse recorte de Gotham.
Já a Mulher-Gato tem situação diferente. Zoë Kravitz viveu Selina Kyle em The Batman, de 2022, mas não retorna para a sequência. Uma série poderia preencher essa lacuna, contando o que o cinema deixou de lado. A dúvida, porém, é inevitável: o programa seguiria a versão de Kravitz ou apresentaria a Selina do DCU?
Essa incerteza expõe o maior nó criativo da empresa hoje. Não à toa, Matt Reeves sempre tratou seu recorte de Gotham como um Batverso independente, separado da continuidade principal.

Dois Batmans, muitas dúvidas
Enquanto Reeves filma sua sequência com Robert Pattinson, o DCU de James Gunn prepara seu próprio Cavaleiro das Trevas em The Brave and the Bold, com Damian Wayne. O herói já foi mostrado na animação Comando das Criaturas, e há ainda um filme animado dos Robins fora do cânone.
Com tantas versões coexistindo, aprovar séries de vilãs sem definir a qual Gotham pertencem poderia confundir ainda mais o público. Vale lembrar que o universo de Reeves nasceu cercado de planos de derivados, e poucos deles saíram do papel.
Para piorar, Batman: Parte II sofreu novo adiamento em julho e agora estreia em 18 de fevereiro de 2028. Na época do anúncio de uma das mudanças de data, Gunn minimizou a espera em seu perfil no Threads.
Para ser justo, um intervalo de 5 anos ou mais é bastante comum em sequências. 7 anos entre Alien e Aliens. 14 anos entre Os Incríveis. 7 anos entre os dois primeiros Exterminadores. 13 anos entre os Avatares.
Os planos da DC
No fim das contas, a decisão parece menos um desprezo pelas personagens e mais um sinal de disciplina. Depois de anúncios grandiosos em 2023, a DC Studios vem aparando arestas e concentrando recursos em apostas seguras.
Para os fãs de Selina Kyle e Pamela Isley, a espera continua, mas há um lado positivo: quando as vilãs finalmente chegarem às telas, tende a ser com um plano claro sobre qual Gotham habitam. Em um mercado de streaming mais enxuto, clareza vale tanto quanto ambição.






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