Adaptar quadrinhos para o cinema nunca é tarefa simples. Ryan Reynolds acertou em cheio ao capturar a essência e o humor do Mercenário Tagarela, mas nem tudo chegou às telas igual aos gibis. Veja cinco pontos em que o Deadpool dos filmes seguiu à risca o material original e cinco em que tomou outro caminho.
Fiel aos quadrinhos

A origem de Wade Wilson
A luta contra o câncer, o experimento doloroso e a desfiguração da pele apareceram nas telas quase como nas páginas. A produção preservou a origem clássica do anti-herói, incluindo o desespero que leva Wade a aceitar o procedimento.
Os poderes do personagem
O fator de cura acelerado, os reflexos ampliados e a maestria com armas ecoam as habilidades vistas nas HQs. Algumas cenas de regeneração são recriações diretas de momentos icônicos dos quadrinhos.
As parcerias
Deadpool divide a cena com Colossus, Dominó, Cable e até Wolverine, como acontece nas histórias impressas. As interações mantêm o mesmo tom bem-humorado que marca essas duplas no papel.

O humor sarcástico
O Mercenário Tagarela quebra tabus, faz piada com tudo e todos e solta referências pop a cada fala. É exatamente esse o registro do personagem desde a criação, nos anos 1990.
A quebra da quarta parede
O diálogo direto com o público, as tiradas sobre o próprio filme e as meta-referências chegaram intactos. O recurso que consagrou Deadpool nos gibis virou também a marca registrada da versão cinematográfica.

Longe dos quadrinhos
A origem dos poderes
Nas HQs, tudo acontece na instalação Arma X, a mesma onde Wolverine ganhou o esqueleto de adamantium. O filme troca esse cenário por um laboratório clandestino, com Ajax no comando das torturas e uma câmara que manipula os níveis de oxigênio.
A X-Force
Nos quadrinhos, Cable recruta e treina uma equipe letal e experiente. No cinema, Deadpool monta um time desastrado que funciona muito mais como piada do que como grupo de heróis competentes.

O nível de loucura
O Wade das telas é sarcástico e irreverente, mas fica longe da insanidade caótica da versão impressa. Nas HQs, vozes na cabeça e caixas de pensamento conversam com o personagem e conduzem boa parte das tramas.
A relação com a verdade
Confiar em Deadpool nos quadrinhos é sempre um risco, já que o mercenário mente e trai quando lhe convém. O personagem dos filmes raramente engana os aliados e costuma cumprir o que promete.

A primeira aparição no cinema
A estreia em X-Men Origens: Wolverine trouxe um Deadpool de boca costurada e poderes em excesso. A versão ficou tão distante dos gibis que o próprio herói tratou de eliminá-la em uma cena pós-créditos de Deadpool 2.
Nem tudo saiu idêntico, mas os filmes preservaram o espírito do personagem. A franquia mostrou que fidelidade e inovação podem caminhar juntas.
E você, qual mudança do Deadpool dos cinemas mais te incomodou? Conte para a gente nos comentários!






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