Antes de Blade, Wesley Snipes foi vilão de Demolidor? Entenda

Andre Luiz

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Muito antes de se tornar o caçador de vampiros Blade, Wesley Snipes já tinha encarnado um vilão com cara de história em quadrinhos. O Demolidor (1993) merece ser lembrado como filme de super-herói, apesar de não derivar de nenhuma HQ. E não confunda com o herói cego da Marvel, também chamado de Demolidor no Brasil.

A trama começa em 1996, quando Simon Phoenix, vivido por Snipes, aterroriza Los Angeles como um criminoso extravagante e letal. Do outro lado está John Spartan, de Sylvester Stallone, policial que ganhou o apelido de “Demolidor” pelos danos colaterais deixados em suas prisões. Os dois acabam congelados e, em 2032, Phoenix escapa num mundo regido pelo Dr. Raymond Cocteau, criador de uma utopia pacífica. Para capturá-lo, a polícia descongela Spartan.

De fracasso moderado a objeto de culto

O filme estreou em 8 de outubro de 1993 com críticas mistas, mas se tornou um clássico cult com o passar do tempo. A semelhança com uma adaptação dos quadrinhos é tão grande, que não é estranho pensar na trama ambientada no universo da Marvel ou da DC. O nome John Spartan é digno de super-herói, e a atuação de Snipes mostrou que o ator conseguia fazer ação de quadrinhos em larga escala.

Reprodução/Warner Bros.

Dois anos depois, Stallone vestiu a farda do Juiz Dredd, que foi um fracasso de crítica e de bilheteria. Já Snipes caminhou na direção oposta: em Blade (1998), o primeiro grande sucesso da Marvel Comics nos cinemas, ele se firmou como astro de adaptações. Ele ainda voltou ao papel em Deadpool & Wolverine, uma das maiores surpresas do filme, e o Ei Nerd registrou os bastidores desse retorno após 20 anos.

O futuro de Blade no MCU

O personagem segue cercado de incertezas. Em maio, o Ei Nerd noticiou um rumor sobre o retorno de Blade em Vingadores: Guerras Secretas, atribuído ao insider Daniel Richtman, sem indicar se viria Snipes ou Mahershala Ali. A Marvel não confirmou nada.

Relembrar filmes que anteciparam o apelo dos quadrinhos antes de o gênero dominar Hollywood é um exercício interessante. Para os fãs, é um convite a rever Snipes em um papel carismático, e para o mercado, um lembrete de que histórias originais também podem render clássicos cult. É bom lembrar que a classificação do longa como filme de quadrinhos continua sendo uma opinião.

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