Uma teoria sobre o romance de Matt Hagen e Dra. Corr virou assunto entre os fãs de Cara-de-Barro nas redes. A hipótese sugere que a atração de Matt, vivido por Tom Rhys Harries, por Caitlyn Corr, personagem de Naomi Ackie, não nasce apenas do afeto, mas de uma regra da própria substância que o transformou.
O raciocínio
A proposta partiu de um fã, no X, que imaginou que Caitlyn teria usado o próprio DNA nos experimentos com nanites que originam a chamada argila viva. Se esse material genético ficou registrado na substância, Matt seria puxado até ela de forma quase biológica, já que, no universo do filme, o corpo de barro tende a retornar ao seu hospedeiro.
A ideia é plausível e intrigante, mas não foi confirmada por cineastas ou pelo estúdio.
Com isso, a obsessão do protagonista, o ritmo da trama e o desfecho trágico passam a ter uma explicação química, e não só emocional. O caminho conversa com o gênero de terror corporal que o diretor James Watkins descreveu como o primeiro filme de body horror do novo DCU, como o Ei Nerd relatou ao cobrir o painel da San Diego Comic-Con.

A última cena e a ameaça que continua
A sequência em que Cara-de-Barro cria uma Caitlyn falsa e depois a absorve, faz com que o final deixe uma sombra sobre a personagem. Afinal, Matt Hagen agora tem mil rostos diferentes com os quais pode observá-la.
A discussão ocorre num momento em que o longa, produzido pela DC Studios e pela Warner Bros., também gera debate sobre sua qualidade. O Ei Nerd registrou em 20 de outubro que as exibições secretas discordaram da crítica: houve elogios ao terror corporal, mas também reclamações sobre personagens fracos, efeitos irregulares e pouca conexão com o DCU.
O elenco inclui ainda Max Minghella, Eddie Marsan e David Dencik, e o roteiro passou por Mike Flanagan e Hossein Amini.
Uma explicação que ganha força
Se a teoria estiver certa, o filme ganha uma camada trágica, em que a paixão de Matt seria quase uma maldição científica. Para os fãs, isso é positivo, pois dá sentido a escolhas que pareciam apressadas. Para a DC Studios, é um sinal de que o público procura profundidade até em produções de orçamento enxuto, algo que pode ser levado em conta nos próximos projetos do novo universo.






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