Destiny 2: Retorno de campanhas clássicas só em 2028

Vinicius Miranda

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A Bungie revelou um cronograma longo para trazer expansões removidas de volta ao jogo. Os fãs terão que aguardar alguns anos para reviver missões nostálgicas.

O universo de “Destiny 2“ se prepara para um resgate histórico, mas a paciência será fundamental. A desenvolvedora Bungie anunciou oficialmente que o processo de retorno dos conteúdos removidos levará bastante tempo. O famoso processo de retirada do cofre (“unvaulting”) tem previsão inicial de entrega apenas para o ano de 2028.

Para quem não se lembra, a empresa gerou grande polêmica no passado ao remover porções gigantescas do jogo. A justificativa oficial era abrir espaço no servidor para novas expansões e melhorar a estabilidade do código. Consequentemente, a comunidade perdeu acesso a campanhas inteiras, destinos exploráveis e atividades cooperativas pelas quais haviam pago. Agora, o estúdio trabalha arduamente para consertar essa lacuna narrativa.

O longo cronograma de desenvolvimento

Destiny 2 – Divulgação / Bungie

Em uma recente publicação oficial no seu blog, a empresa detalhou as cinco fases desse projeto colossal. As etapas preliminares de escopo e validação técnica já foram concluídas com sucesso. Atualmente, a equipe de “Destiny 2” está totalmente focada na fase de pré-produção. Essa etapa de planejamento deverá se estender até janeiro ou fevereiro de 2027.

A partir desse ponto, o cenário exige ainda mais paciência da base de jogadores ativos. O estúdio estima que a fase de produção efetiva das fases consumirá aproximadamente mais doze meses de trabalho intenso.

Embora uma data específica não tenha sido revelada, esse cronograma sugere que o primeiro grande lote de conteúdo restaurado chegará apenas no início de 2028.

Quais expansões e missões vão voltar?

A meta principal da empresa é devolver as campanhas perdidas e suas respectivas recompensas. O lançamento inicial planejado incluirá a saudosa campanha “A Guerra Vermelha” (“Red War”). Além dela, os jogadores receberão “A Maldição de Osíris” (“Curse of Osiris”) e “A Mente Bélica” (“Warmind”). A aclamada expansão “Renegados” (“Forsaken”), que marcou a triste despedida de Cayde-6, também está no pacote.

Junto com as missões de história, os Guardiões poderão acessar novamente os Assaltos (Strikes) e as Incursões (Raids) originais. A popular atividade do Zoodinâmico (Menagerie) também fará seu retorno triunfal, trazendo armas e armaduras com vantagens atualizadas para o meta atual.

Objetivos secundários e o futuro incerto

Destiny 2 – Divulgação / Bungie

Após a entrega dessa primeira e massiva leva, a produtora pretende focar em metas estendidas. Contudo, a empresa ressalta que essas adições extras ainda não estão totalmente garantidas. A lista de possibilidades secundárias inclui o retorno de áreas de exploração livre e eventos públicos clássicos. O amado Protocolo Agravamento (Escalation Protocol) também está sendo cogitado internamente.

Além disso, atividades sazonais antigas, indo do Relógio de Sol (Sundial) até A Espiral (The Coil), podem ressurgir. Atualizações de armas antigas e a inclusão de mapas abandonados do modo PvP estão no radar dos desenvolvedores para manter a comunidade engajada.

O impacto dessa demora no mercado

Mas, afinal, o que esse prazo tão distante significa para a franquia “Destiny”? Em primeiro lugar, prometer conteúdos substanciais para 2028 envia uma forte mensagem ao mercado. Isso indica que a Sony e a Bungie planejam manter o jogo vivo e ativo por muitos anos. Sendo assim, os rumores sobre um possível abandono do título perdem muita força.

Por outro lado, a demora gigantesca pode gerar frustração nos veteranos. Muitos jogadores sentem falta do material clássico hoje, não daqui a quatro anos. Equilibrar a restauração desse legado nostálgico com a criação de histórias inéditas será o verdadeiro teste de fogo do estúdio. De qualquer forma, trazer as campanhas de volta é crucial para que novos jogadores entendam a história desde o princípio.

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