Dia D: roteirista comenta aparência dos aliens no filme

Andre Luiz

O novo filme de Steven Spielberg, Dia D, trouxe os alienígenas de volta às telonas com um visual bastante familiar para os fãs do gênero.

Agora, o roteirista David Koepp explicou os motivos por trás dessa decisão estética, revelando que a aparência clássica dos seres foi uma escolha consciente do diretor para honrar tudo o que o público já imagina sobre extraterrestres.

Por que os alienígenas são assim

Quando não estão disfarçados de animais, os seres de Dia D exibem o visual mais tradicional possível: cabeça grande, olhos pretos, pele acinzentada, dedos longos e finos e um formato humanoide. Em entrevista ao site ScreenRant, Koepp contou que ele e Spielberg fizeram questão de respeitar o imaginário coletivo já consolidado sobre os visitantes de outro mundo.

“Isso foi importante para nós dois. O Steven disse primeiro: eu quero respeitar a tradição que existe por aí. Há uma memória cultural de como as coisas são e do que pode ter acontecido, e eu não quero ir contra isso. E eu entendi aquilo como: não estamos fazendo um filme que diz que tudo o que você sempre pensou está errado. Estamos fazendo um filme que diz que tudo o que você sempre pensou está certo, e aqui estão provas em abundância disso.”

Segundo o roteirista, a proposta nunca foi reinventar a figura do alienígena, mas sim abraçar e confirmar aquilo que já faz parte do imaginário popular há décadas. A ideia central do longa, portanto, é reconhecer que muita coisa estaria acontecendo nos bastidores há quase 79 anos, sem que a população soubesse.

O mistério como ferramenta

Essa abordagem de respeitar a tradição também explica por que o público não descobre tantos detalhes sobre as criaturas ao longo da projeção. A tecnologia avançada dos seres, capaz de permitir telepatia e invisibilidade, nunca é explicada a fundo, assim como os reais motivos de eles estarem na Terra permanecem em aberto.

Na prática, manter esse mistério é mais uma forma de honrar a memória cultural que o público já carrega. A própria confirmação de eventos famosos, como o lendário Incidente de Roswell, surge como parte da história quando as imagens confidenciais são finalmente reveladas ao mundo dentro da trama.

Cena de Dia D, de Steven Spielberg – Reprodução/Universal Pictures

O foco está nos humanos

Com os alienígenas mantidos como uma incógnita, o verdadeiro centro da narrativa acaba sendo a humanidade. O longa se concentra nos personagens Margaret Fairchild, vivida por Emily Blunt, e Daniel Kellner, interpretado por Josh O’Connor, e em como a revelação da vida extraterrestre tem o poder de unir as pessoas e até evitar uma nova guerra mundial.

Não por acaso, um dos personagens chega a comentar que a empatia é uma das maiores vantagens evolutivas dos visitantes. Esse conceito se conecta diretamente com a mensagem otimista e esperançosa que o filme busca passar em seu desfecho, reforçando o tom humanista que marca a obra do diretor.

Recepção positiva da crítica

As escolhas de Spielberg e Koepp parecem ter agradado tanto à crítica quanto ao público em geral. No site Rotten Tomatoes, o longa conquistou o selo de Certified Fresh, com cerca de 80% de aprovação por parte dos especialistas, números que confirmam a boa fase do diretor com o projeto.

O bom momento se estendeu também às bilheterias. O filme estreou com uma arrecadação de aproximadamente 92,9 milhões de dólares ao redor do mundo, valor consideravelmente acima das projeções iniciais.

Apesar do sucesso, a expectativa é que não haja uma continuação, já que o final foi pensado para ser ao mesmo tempo inspirador e em aberto.

Onde assistir

Vale lembrar que esta marca a primeira colaboração entre Emily Blunt e o lendário diretor, parceria que rendeu ótimos frutos, como já destacamos ao falar sobre o que a atriz revelou ao trabalhar com grandes cineastas.

O resultado é um dos longas mais comentados do ano entre os fãs de ficção científica.

Para quem quer entender ainda mais o contexto da obra, vale conferir como Dia D pode ser visto como parte de uma trilogia temática de Spielberg sobre alienígenas, ao lado de Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T. – O Extraterrestre. O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 11 de junho de 2026, distribuído pela Universal Pictures.

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