Dolly Parton, ícone da música americana, morre aos 80 anos

Andre Luiz

Dolly Parton, um dos maiores nomes da música country e uma das personalidades mais queridas de Hollywood, morreu em Nashville, no Tennessee. A confirmação partiu de um comunicado da família, divulgado no perfil oficial da artista. Segundo a assessoria, Dolly enfrentava, havia pouco tempo, uma batalha contra um câncer, e essa foi a causa da morte.

Como a família anunciou a partida da artista

Quem trouxe a notícia aos fãs foi Bryan Seaver, sobrinho de Dolly. Ele é responsável por sua segurança havia mais de duas décadas, cargo que antes pertenceu ao pai dele, Larry. Em um vídeo publicado nas redes sociais oficiais da cantora, Seaver falou em nome da família Parton e Owens.

Ela sempre vai amar vocês.

A frase encerra a mensagem de despedida gravada por Seaver. Antes da morte de Dolly, a artista já vinha lidando com desafios de saúde. Eles se agravaram após o falecimento de seu marido, Carl Dean, em março de 2025, depois de quase seis décadas juntos. Os dois haviam se conhecido em 1964, quando Dolly tinha apenas 18 anos, e se casaram dois anos depois.

Sete décadas dedicadas à música

Nascida em 1946, no Tennessee, Dolly começou a se apresentar ainda criança em programas locais de rádio e televisão de Knoxville. O primeiro álbum, Hello, I’m Dolly, saiu em 1967, dando início a uma trajetória que se estenderia por sete décadas.

Ao longo do caminho, ela se consagrou como uma das vozes mais reconhecíveis da música americana, ganhando o apelido carinhoso de Rainha do Country entre fãs e colegas de profissão. Ao longo da carreira, ela recebeu um Emmy e 11 prêmios Grammy. A lista de prêmios ainda inclui dez troféus da Country Music Association, sete da Academy of Country Music e três American Music Awards.

Dolly também teve duas indicações ao Oscar, além de um Oscar honorário concedido em reconhecimento ao seu trabalho humanitário.

Presença constante no cinema

Dolly também construiu uma carreira sólida como atriz. A estreia nos cinemas aconteceu em 1980, na comédia Como Eliminar Seu Chefe, papel que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Depois vieram outros trabalhos marcantes, como Rhinestone – Um Brilho na Noite (com Sylvester Stallone), Straight Talk, Hannah Montana e o clássico Flores de Aço.

Composições como “Jolene”, “9 to 5” e “Here You Come Again” seguem entre as mais conhecidas de sua carreira. O mesmo vale para “I Will Always Love You”, uma de suas composições mais marcantes. Essa última, inclusive, ganhou ainda mais alcance mundial após a regravação de Whitney Houston. A versão entrou para a trilha sonora de O Guarda-Costas, um dos casos mais lembrados de músicas que se tornaram ainda mais famosas graças ao cinema.

O legado de Dolly Parton

A morte de Dolly Parton marca o fim de uma trajetória que ultrapassou os limites da música country. Sua obra se tornou parte da cultura pop mundial, admirada por gerações diferentes de fãs. Poucos artistas conseguiram equilibrar tamanho sucesso comercial com uma reputação tão sólida de generosidade.

Prova disso são projetos como a Imagination Library, voltada à distribuição de livros para crianças. Assim como outras perdas recentes do mundo do entretenimento, a partida de Dolly deve gerar homenagens contínuas nos próximos meses. Situações parecidas já ocorreram em casos como o de outras figuras queridas de Hollywood.

A família pediu que, em vez de flores, doações sejam feitas à Imagination Library, mantendo viva uma das causas mais caras à cantora.

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