Duna: personagem do 3º filme pode levar franquia a outro nível

Andre Luiz

A franquia Duna se prepara para seu grande encerramento nos cinemas com Duna: Parte Três. No entanto, o filme deve apresentar um personagem que tem o poder de mudar completamente os rumos da saga: Leto II, filho de Paul Atreides.

A simples introdução dele já anima os fãs e levanta debates sobre o futuro da história.

Quem é Leto II e por que ele importa

O novo longa adapta principalmente o segundo livro da série, Messias de Duna, mas deve incluir elementos da obra seguinte, Filhos de Duna.

É nessa fase que Paul (Timothée Chalamet) e Chani (Zendaya) têm filhos gêmeos: Ghanima e Leto II. A presença das crianças no filme já foi confirmada, ainda que de forma reduzida, possivelmente em uma visão de futuro ou em um salto temporal.

Nos livros, Leto II aos poucos se torna tudo aquilo que seu pai escolheu não ser. Ele abraça o chamado Caminho Dourado, uma estratégia de longo prazo baseada na crença de que a única forma de garantir a sobrevivência da humanidade é livrá-la da dependência de figuras messiânicas.

Para isso, ele se funde à biologia dos vermes da areia, virando uma criatura híbrida e imortal que governa o universo por mais de três mil anos.

Um futuro difícil de adaptar

Essa guinada é justamente o que torna o livro O Imperador-Deus de Duna tão divisivo entre os fãs.

A trama deixa de ser sobre quem vence a guerra e passa a discutir controle absoluto, manipulação da civilização e o custo de forçar a evolução humana. Trata-se da obra mais complexa de se levar às telas, já que foge da fórmula tradicional de herói contra vilão.

O grande dilema é que Leto II não evolui dentro da narrativa, mas a congela. Sob seu domínio, o universo entra em um estado de estabilidade sem grandes avanços, no qual a humanidade para de se destruir, mas também para de progredir.

Um dos vermes da areia/Shai-Hulud – Reprodução/Warner Bros.

O detalhe mais perturbador é que, dentro da lógica da história, há um forte argumento de que ele talvez esteja certo, o que torna o personagem fascinante e opressor ao mesmo tempo.

Apesar disso, há relatos de que a Warner Bros. teria interesse em continuar a franquia, mesmo que Denis Villeneuve já tenha afirmado que a Parte Três será seu último trabalho no universo. Vale lembrar que o diretor sempre planejou contar a saga de Paul em uma trilogia.

Um quarto filme, portanto, seria praticamente uma nova fase, comparável ao que Planeta dos Macacos: A Origem fez ao reinventar sua franquia.

O desafio de continuar a história

Transformar debates filosóficos em drama humano envolvente seria o grande desafio de um eventual quarto filme. Uma das soluções apontadas seria colocar Duncan Idaho como protagonista, função que ele exerce nos livros.

Seja como for, o universo de Frank Herbert segue em expansão, como mostrou a série Duna: A Profecia. Duna: Parte Três chega aos cinemas em 18 de dezembro.

E você, gostaria de ver um quarto filme? Conte nos comentários!

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