Estádio russo diz que shows de Kanye West ‘não podem acontecer’; produtora contesta

Cheyna Corrêa

Os dois shows de Kanye West na Rússia entraram em um impasse. A Gazprom Arena, estádio de São Petersburgo, divulgou um comunicado sobre as datas de outubro. Segundo o texto, os eventos não podem ocorrer em suas instalações. A produtora responsável, por sua vez, garante que os shows seguem de pé.

O que diz o estádio

A administração da arena foi direta ao se posicionar. Segundo representantes do local, não existe contrato de locação assinado com os organizadores dos shows.

A empresa também afirmou que não participou da decisão de contratar o rapper. De acordo com o comunicado, a direção soube das datas ao mesmo tempo que o público, pela imprensa, e recebeu reclamações depois do anúncio.

A resposta da produtora

Say Agency, sediada em Moscou, contesta a versão do estádio. A empresa diz que a reserva foi feita a partir de uma carta oficial aprovada pela própria arena.

A produtora reconhece, porém, que o contrato de aluguel chegou a ser enviado mas ainda não recebeu assinatura. Ela afirma tentar contato com os administradores para esclarecer o motivo da publicação e resolver a situação.

Ingressos esgotados em poucas horas

O impasse afeta um público considerável. O anúncio das datas aconteceu na primeira quinzena de agosto. Os ingressos se esgotaram em poucas horas, para um estádio com capacidade de 70 mil pessoas.

Os preços variavam bastante. Segundo a NME, os valores iam de 9 mil a 160 mil rublos. Em conversão aproximada, isso equivale a algo entre R$ 570 e R$ 10 mil.

Uma turnê marcada por cancelamentos

A passagem pela Rússia integra a turnê de retorno do rapper, que começou na Califórnia e passou por Holanda e Turquia. O trajeto, no entanto, acumula portas fechadas.

Reino Unido, França, Itália, Polônia e Suíça barraram ou cancelaram apresentações. No Brasil, a Prefeitura de São Paulo cancelou o aluguel do Autódromo de Interlagos. O show estava previsto para o fim de 2025 e caiu após atuação do Ministério Público.

O motivo é sempre o mesmo. Desde 2022, o artista acumula declarações antissemitas. Marcas como Adidas e Balenciaga romperam contratos com ele por causa disso.

Um retorno com peso político

Caso as datas se confirmem, o cantor entraria para um grupo restrito. Ele seria um dos primeiros grandes nomes ocidentais a tocar no país desde a invasão da Ucrânia, em 2022.

A repercussão local também foi ambígua. O parlamentar russo Vitaly Milonov ironizou o anúncio e sugeriu que o rapper cantasse canções tradicionais russas no lugar do próprio repertório.

E você, acredita que esses shows vão mesmo acontecer? Conte para a gente nos comentários.

Fontes: Rolling Stone BrasilNMEBBC News

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA