“Exodus” ganha 20 minutos de gameplay e parece o “Mass Effect” que os fãs esperavam

Vinicius Miranda

Enquanto a BioWare segue lenta com seu próximo RPG espacial, um novo concorrente rouba a cena. E ele vem de gente que ajudou a criar a franquia original.

Fãs de RPG de ficção científica têm um novo motivo para se animar. Durante a Future Games Show Summer Showcase, o aguardado “Exodus”, da Archetype Entertainment, exibiu cerca de 20 minutos de gameplay. O resultado impressionou e reforçou uma comparação inevitável: o jogo parece o herdeiro espiritual de “Mass Effect”. Com lançamento previsto para o início de 2027, o título chega em um momento perfeito, já que o próximo capítulo da BioWare continua envolto em mistério.

O vácuo deixado por “Mass Effect”

O novo “Mass Effect” está em desenvolvimento na BioWare desde 2020. Apesar disso, pouca coisa surgiu além dos tradicionais teasers de N7 Day. Ao longo desses anos, o estúdio também passou por reestruturações, embora a EA mantenha o compromisso com a franquia, conforme detalhamos na matéria sobre a confirmação do projeto.

Enquanto isso, vários jogos tentaram ocupar esse espaço. O exemplo mais famoso é “Starfield”, da Bethesda. Agora, porém, “Exodus” desponta como o candidato mais convincente a herdar esse público.

O que é “Exodus” e por que lembra “Mass Effect”

A semelhança não é coincidência. Afinal, a equipe da Archetype reúne diversos veteranos da própria BioWare. O caso mais notável é o de Drew Karpyshyn, roteirista principal dos dois primeiros jogos de “Mass Effect”.

A trama se passa no século 23, depois que a humanidade se estabeleceu a milhares de anos-luz da Terra. O jogador controla Jun (Jun Aslan), um humilde sucateiro que descobre habilidades celestiais. Ele precisará usar esses poderes para deter um evento capaz de destruir o universo, conhecido como A Podridão.

Os Celestiais, por sua vez, formam o principal grupo de vilões. Curiosamente, eles também já foram humanos. A diferença é que migraram para o espaço primeiro e, assim, acabaram evoluindo de forma radical.

Conheça os companheiros recrutáveis

Exodus – Divulgação / Archetype Entertainment

Como em todo bom RPG do gênero, montar uma equipe é essencial. A demonstração apresentou vários companheiros recrutáveis, entre eles Phaedra Nath, Tom Vargas, Elise Charroux, Salt, Houston e C.C. Orlev. Cada um deve trazer suas próprias habilidades e dilemas morais.

O grande destaque, no entanto, é o último da lista. O personagem C.C. Orlev é dublado por Matthew McConaughey, em seu primeiro trabalho em um videogame. Segundo a Archetype, o astro vive uma espécie de mentor para o protagonista.

Jun não entende completamente as origens de como C.C. entra em sua vida. Ainda assim, ele funciona como uma espécie de mentor e conselheiro.

Armas, habilidades e a dilatação do tempo

O gameplay também revelou um arsenal variado de armas e poderes. Entre as habilidades mostradas, estão o Sonic Lure, usado para atrair inimigos, e a Precognition, que marca alvos. Há ainda o Eruption, capaz de lançar oponentes, o Scramble Cloak, voltado a ataques furtivos, e o Lance, ideal para limpar obstáculos criados pela Podridão.

O grande diferencial, contudo, está na dilatação do tempo. O conceito é o mesmo explorado em filmes como “Interestelar” (Interstellar). Na prática, viajar a outro planeta para uma missão secundária pode mudar tudo ao seu redor.

Imagine a situação: enquanto uma hora passa para você, anos podem se passar em seu planeta natal. Dessa forma, o mundo pode estar completamente diferente quando você voltar. São poucos os jogos que ousaram brincar com essa mecânica.

O que esperar daqui para frente

Vale ressaltar que “Exodus” busca ser uma experiência mais narrativa, e não uma cópia de “Mass Effect”. As escolhas do jogador prometem influenciar tanto as missões principais quanto as secundárias. Esse foco em decisões e consequências é justamente o que conquistou os fãs da franquia da BioWare.

Por outro lado, há uma má notícia para os mais ansiosos. Mesmo após essa demonstração robusta, o jogo não antecipou seu lançamento e segue previsto para 2027. De qualquer forma, talvez seja melhor assim, pois ninguém deseja ver o projeto sair às pressas.

No fim das contas, “Exodus” surge cercado de boas credenciais e expectativas altas.

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