Sephiroth em Final Fantasy VII Revelation - Divulgação / Square Enix
O diretor da trilogia explicou como as escolhas dos jogadores vão funcionar no desfecho. Apesar da liberdade, todos os caminhos levam ao mesmo destino.
O grande final da trilogia “Final Fantasy 7 Remake”finalmente saiu das sombras. Durante a Summer Game Fest 2026, a Square Enix revelou o tão aguardado terceiro capítulo, batizado de “Final Fantasy 7 Revelation”. Além do anúncio, a empresa confirmou a janela de lançamento e mostrou novas cenas de gameplay. Agora, em uma entrevista recente, o diretor Naoki Hamaguchi esclareceu um dos pontos mais comentados pela comunidade: o jogo terá escolhas, mas também um final único para todos os jogadores.
O capítulo final da trilogia já tem janela de lançamento
Antes de mais nada, vale recapitular o anúncio principal. A Square Enix confirmou que “Final Fantasy 7 Revelation” chega na primavera de 2027 no Hemisfério Norte, ou seja, entre março e maio daquele ano. Dessa vez, porém, há uma novidade importante para quem não joga no PlayStation.
O título será lançado simultaneamente em todas as plataformas. Isso inclui PS5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC. Trata-se de uma mudança e tanto, já que os dois primeiros jogos chegaram primeiro ao console da Sony antes de migrarem para os demais aparelhos. Quem quiser relembrar a chegada do segundo jogo aos novos consoles pode conferir nossa matéria sobre “Final Fantasy 7 Rebirth” no Switch 2.
Como as escolhas vão funcionar no desfecho
Final Fantasy VII Revelation – Divulgação / Square Enix
Em conversa com o site GamesRadar+, Hamaguchi detalhou a proposta por trás dessas decisões. Segundo o diretor, a equipe não queria entregar uma experiência narrativa idêntica para cada pessoa ao redor do mundo. Em vez disso, o objetivo é fazer com que cada fã viva uma jornada pessoal rumo ao confronto final.
Na prática, as escolhas do jogador afetam momentos específicos antes de cada personagem encarar sua batalha decisiva. De acordo com Hamaguchi, a história vai refletir a determinação de Cloud e companhia enquanto eles seguem para o embate que define o destino do planeta. O foco, portanto, está em mudar a profundidade e a abordagem dessas cenas.
Ainda assim, o diretor faz questão de ser direto sobre o desfecho. Ele reconhece que haverá enorme atenção sobre como tudo termina.
Quero deixar isso bem claro: muitos fãs nos acompanharam ao longo de toda a trilogia, e nossa intenção é entregar uma conclusão definitiva como resposta a eles. Nesse sentido, nada mudou, existe apenas um final.
Esse ponto é especialmente relevante por causa do histórico da própria trilogia. Afinal, tanto “Final Fantasy 7 Remake” quanto “Final Fantasy 7 Rebirth” brincaram com a ideia de alterar o destino dos personagens. Cenas marcantes e mistérios envolvendo linhas do tempo alimentaram teorias sobre múltiplos finais. Por isso, muitos jogadores temiam um desfecho fragmentado.
Com a confirmação do final único, a Square Enix sinaliza respeito pela história original de 1997. Em outras palavras, a empresa aposta na emoção do caminho, e não em recompensas alternativas. Cada partida pode gerar sensações diferentes, mas o ponto de chegada será o mesmo para todos.
Para a franquia, a decisão parece acertada. Um encerramento coeso evita dividir a comunidade e mantém o peso dramático da despedida de Cloud Strife. Vale lembrar que o estúdio também já indicou um terceiro jogo mais focado na narrativa, conforme detalhamos na matéria sobre o ritmo da Parte 3. Resta saber se a aposta vai agradar a todos quando o jogo chegar às lojas.
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