Para milhões de fãs, Friends é o “comfort show” definitivo, mas para o elenco, o clima nos bastidores nem sempre era de amizade. Em uma entrevista reveladora ao The Times em pleno 2026, Lisa Kudrow, a nossa eterna Phoebe Buffay, trouxe à tona detalhes perturbadores sobre o comportamento da equipe de roteiristas durante os dez anos de produção da série. Segundo a atriz, o ambiente era marcado por misoginia, desrespeito e uma agressividade que o público jamais imaginou ao ver as risadas na tela.
Fantasias sexuais e desrespeito com o elenco feminino

As revelações mais chocantes de Kudrow envolvem suas colegas de cena, Jennifer Aniston (Rachel) e Courteney Cox (Monica). Segundo Lisa, a sala dos roteiristas — composta majoritariamente por homens — tornava-se um ambiente tóxico durante as madrugadas de escrita. Ela afirmou que os roteiristas frequentemente discutiam suas fantasias sexuais sobre Aniston e Cox de forma aberta e inadequada.
Kudrow descreveu a experiência para conseguir trabalhar:
Podia ser brutal, mas esses caras — e eram quase todos homens lá dentro — ficavam acordados até as 3 da manhã tentando escrever o roteiro, então minha atitude era: “Podem falar o que quiserem de mim pelas costas, porque aí não importa.
No entanto, o desrespeito não ficava restrito às conversas a portas fechadas; ele transbordava para o set de gravação, muitas vezes diante da plateia ao vivo.
A pressão e os xingamentos no set de gravação

A série era gravada nos estúdios da Warner Bros. com pressão constante e desnecessária. Se um ator errasse uma fala ou se a piada não gerasse a reação esperada, o tratamento por parte dos roteiristas era agressivo. Lisa relembrou comentários maldosos que eram feitos quando alguém do elenco falhava:
Definitivamente havia coisas desagradáveis acontecendo nos bastidores. Não se esqueça que estávamos gravando diante de uma plateia ao vivo de 400 pessoas, e se você errasse uma das falas dos roteiristas ou se a reação não fosse a ideal, eles podiam dizer: ‘Essa vadia não sabe ler? Ela nem se esforça. Ela errou minha fala.’
Essa dinâmica de trabalho revela uma face oculta da sitcom de maior sucesso da história, onde a perfeição exigida pelos criadores muitas vezes passava por cima do bem-estar básico dos atores. Até o momento, nenhum membro da equipe de roteiristas da época se manifestou sobre as acusações feitas por Kudrow agora em 2026.
O histórico de processos e comentários desnecessários

As alegações de Lisa Kudrow não são isoladas e ecoam um caso antigo que muitos preferiram esquecer. No início dos anos 2000, Amaani Lyle, uma assistente de roteiro que trabalhou na sexta temporada, processou a produção por assédio sexual. Lyle afirmou ter ouvido a equipe criativa discutindo questões sexuais sobre as atrizes e fazendo comentários racistas durante as reuniões.
Na época, a Suprema Corte da Califórnia decidiu contra Lyle, alegando que o “comportamento grosseiro” era necessário para o processo criativo de uma comédia. No entanto, sob a ótica de 2026, essas atitudes são vistas como reflexo de uma cultura de trabalho abusiva que dominou Hollywood por décadas.
A pergunta que fica é: como as novas gerações de fãs vão reagir a esses relatos ao assistirem às reprises hoje em dia?
Você acha que saber desses detalhes dos bastidores estraga a experiência de assistir a uma série tão amada como Friends ou é necessário separar a obra do comportamento dos criadores?
Fonte: Variety






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