O primeiro filme de Game of Thrones, batizado de Game of Thrones: A Conquista de Aegon, pode dar à franquia a chance de resolver um problema antigo, o dinheiro. O projeto foi apresentado pela Warner Bros. na CinemaCon e noticiado pela Variety.
Dragões caros e cortes inevitáveis
Nas primeiras temporadas de Game of Thrones, os dragões apareciam pouco porque os efeitos digitais custavam caro. Com o sucesso, o orçamento cresceu e os visuais melhoraram. Entretanto, as tramas também ficaram maiores, e o dinheiro precisou ser esticado até o desfecho, o que dava a sensação de cenas importantes sacrificadas.
A série gravou o máximo possível em locações reais, como Croácia e Irlanda do Norte. Mas nem tudo cabia nesse método.
O que já se sabe sobre o filme
O roteiro é de Beau Willimon, nome por trás de House of Cards e colaborador de Andor, e a base é o livro Fogo & Sangue, de George R. R. Martin. A história acompanha Aegon I Targaryen, que unificou Westeros com seus dragões.
O Ei Nerd detalhou o título confirmado do longa e também publicou que o diretor seria Owen Harris, de Black Mirror, com estreia prevista para junho de 2029, conforme a cobertura sobre data e direção. A ideia nasceu como série, com Mattson Tomlin.
Tempo e verba a favor dos efeitos
A equipe de efeitos visuais trabalharia em apenas um longa, e não em uma temporada inteira. Os modelos dos dragões já existem nos arquivos da HBO, e o orçamento tende a superar o de qualquer episódio.

O que não pode acontecer, é justamente fazer o filme com “cara” de episódio de série. E dado o investimento da Warner, a chance é realmente muito pequena.
O aviso que vem de O Mandaloriano & Grogu
O Mandaloriano & Grogu é um ótimo exemplo de adaptação que não pareceu teatral o bastante. Embora conte com os personagens e a ambientação da série The Mandalorian, em nenhum momento se tem dúvida sobre ser um filme de Star Wars.
O Ei Nerd chegou a uma conclusão parecida na crítica do filme, que elogiou a aventura mas sentiu falta de cinema de verdade, em outros aspectos.
Dinheiro não garante magia
A comparação com A Casa do Dragão e O Cavaleiro dos Sete Reinos mostra que a franquia aprendeu a crescer com mais calma. Por outro lado, um único filme não terá o espaço dessas séries para desenvolver personagens.
Para os fãs, a notícia é promissora, pois dragões em escala de cinema são o grande atrativo. Para a Warner Bros., o risco é alto: se a estreia em 2029 parecer televisão cara, a crítica pesará. Até lá, nenhum elenco foi anunciado.






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