Uma análise reacende o velho debate entre os livros e a série da HBO. Para o texto, a Cersei de George R.R. Martin é bem mais rica do que a da TV.
Atenção: este texto contém spoilers dos livros e do desfecho de Game of Thrones.
Poucos vilões da cultura pop são tão marcantes quanto Cersei Lannister. Ainda assim, uma análise recente do site Collider defende que Game of Thrones cometeu um grande erro ao adaptar a personagem, simplificando aquela que seria uma das criações mais fascinantes de George R.R. Martin na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo.
A Cersei dos livros é mais complexa
Segundo o texto, a versão vivida por Lena Headey nasce fiel às páginas, mas vai perdendo camadas ao longo das temporadas. Nos livros, a rainha é retratada como uma figura ainda mais sombria e implacável. Após a morte de Robert Baratheon, por exemplo, ela ordena a caçada aos filhos bastardos do rei, num nível de crueldade que a série suavizou.
A obra de Martin também aprofunda suas motivações, como o ódio por Tyrion, a quem ela culpa pela morte da própria mãe. É esse acúmulo de mágoas, medos e delírios que, para a análise, torna a personagem tão rica no papel.
A profecia que a série deixou de fora
Um dos pontos centrais do argumento é a profecia da bruxa Maggy. A série manteve parte dela, incluindo a previsão de que uma rainha mais jovem tomaria o lugar de Cersei. No entanto, cortou o trecho mais importante para os fãs dos livros.
Nas páginas, a bruxa também prevê que a rainha será estrangulada pelo valonqar, termo que significa “irmão mais novo”. Como já exploramos ao analisar as profecias da saga, esse detalhe alimenta teorias sobre o real destino da personagem, algo que a adaptação preferiu simplificar.
Como a série teria ‘apagado’ a rainha
Para o Collider, o maior problema aparece na reta final. A série teria transferido parte da crueldade de Cersei para o filho Joffrey e, ao tentar torná-la uma mãe mais sensível, acabou diluindo os surtos de vaidade, fúria e paranoia que definem a vilã nos livros. O resultado seria uma rainha mais fria e silenciosa, de expressão quase imutável.
O texto ainda argumenta que o problema não se limita a ela. Personagens como Daenerys, Arya e Sansa também teriam sido reduzidas a versões mais duras e sisudas, algo que, no fim, teria prejudicado o desfecho, muito criticado e diferente do que Martin planeja para os livros.
O outro lado do debate
Vale lembrar que se trata de uma interpretação, e o assunto está longe de ser consenso. A atuação de Lena Headey como Cersei é, para boa parte do público, uma das mais celebradas da série, rendendo à atriz diversas indicações ao Emmy. Momentos como a caminhada de expiação são frequentemente citados entre os melhores da produção.
Além disso, adaptar milhares de páginas para a TV exige cortes, algo que o próprio Martin já reconheceu ao comparar os dois formatos. Enquanto o autor tem espaço praticamente ilimitado, os roteiristas precisavam condensar tudo em poucas horas por temporada.
O debate deve seguir aceso enquanto os fãs aguardam o tão esperado Os Ventos do Inverno, livro que promete aprofundar ainda mais a mente da rainha. E você, prefere a Cersei dos livros ou a da série? Conta para a gente nos comentários!






Seja o primeiro a comentar