O intérprete do vilão não aparecia nos créditos de Um Novo Dia, e a resposta veio das redes sociais. O diretor também explicou o segredo por trás das cenas de ação do longa.
Um dos pequenos mistérios de Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-Man: Brand New Day) acaba de ser resolvido, e a resposta estava no Instagram. O dublê Aidan Kennedy revelou, em uma galeria de fotos publicada em seu perfil, que foi ele quem vestiu o uniforme do Bumerangue. O trabalho aconteceu no filme da Sony e da Marvel Studios. Atenção: o texto traz spoilers leves da abertura do longa, já mostrados nos trailers. As imagens divulgadas pelo profissional mostram de perto o visual fiel aos quadrinhos do vilão e registram os bastidores do trabalho no set.
A revelação encerra uma especulação antiga dos fãs. O filme abre com uma montagem que atualiza a rotina de combate ao crime de Peter Parker. A sequência inclui embates com o Escorpião, Tombstone e o Tentáculo (The Hand, no original). Vilões menos conhecidos, como Tarântula e o próprio Bumerangue, também dão as caras. Nenhum deles, porém, ganha mais do que alguns segundos de tela, e os intérpretes de Bumerangue e Tarântula ficaram fora dos créditos, alimentando teorias.
A teoria do namorado de MJ caiu por terra
Antes da estreia, circulavam rumores de que Eman Esfandi, de Ahsoka, viveria o Bumerangue. Pela teoria, ele seria revelado como Fred Myers, o namorado de MJ na trama. Havia até conversas sobre Harry Holland, irmão de Tom Holland, supostamente vestir o traje.
Contudo, nada disso se confirmou: Esfandi aparece creditado apenas como “O Namorado”, sem qualquer ligação com o vilão. Com a publicação de Kennedy, a identidade do dublê por trás da máscara finalmente veio à tona. Curiosamente, o profissional também interpretou um dos ninjas do Tentáculo no mesmo filme, acumulando funções. No currículo, ele soma trabalhos em produções como Demolidor, Logan e Karatê Kid: Lendas.
Cretton explica a receita das cenas de ação
A escalação de um dublê para o papel diz muito sobre a filosofia do longa. Em entrevista ao site suíço OutNow, o diretor Destin Daniel Cretton contou que a meta era capturar o máximo possível de ação na câmera. Na visão dele, os efeitos práticos e as acrobacias reais serviram de base para todo o trabalho digital. Segundo o cineasta, a luta na prisão entre o herói e os ninjas do Tentáculo foi filmada quase inteiramente de forma prática. Ele destacou que o terceiro ato de filmes do gênero costuma ser puro CGI. No caso, porém, o resultado veio da coreografia e do design de ação da equipe de dublês. O diretor ainda fez questão de elogiar o time de efeitos visuais liderado por Jerome Chen, responsável por dar o acabamento ao filme.
O investimento em ação real teve reforço de peso: a lendária equipe de dublês de Jackie Chan participou das filmagens. O próprio astro visitou o set em Londres durante a produção. O resultado dessa combinação está nas telonas e ajuda a explicar a recepção calorosa ao longa. O cuidado artesanal lembra os bastidores do antecessor, que renderam ótimas histórias, como mostramos no vídeo de erros de gravação de Sem Volta Para Casa.
Para os fãs, o caso reforça o valor dos profissionais invisíveis dos blockbusters. Dublês raramente ganham os holofotes, mesmo sustentando as cenas mais memoráveis do gênero. O próprio trabalho digital costuma se estender muito além do que o público imagina, como registramos quando a equipe de efeitos visuais de Sem Volta Para Casa seguiu trabalhando após a estreia. Portanto, fica a torcida para que o Bumerangue de Kennedy volte com mais tempo de tela no futuro. Afinal, todo arremesso certeiro merece um retorno.






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