Star Trek: o ator dos X-Men que quase foi Capitão Kirk

Andre Luiz

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Antes de Chris Pine se tornar o rosto do Capitão Kirk em Star Trek (2009), o posto teria sido oferecido a outro astro. James McAvoy afirmou, no podcast Happy Sad Confused, de Josh Horowitz, que foi a primeira opção de J.J. Abrams. O papo surgiu enquanto o ator divulgava California Schemin’, sua estreia como diretor.

Pelo relato, McAvoy chegou a fazer um teste de tela durante um almoço com Abrams. Ele gostou do roteiro e o considerou brilhante, mas acreditava não ser o nome ideal. A seu ver, o papel exigia uma mistura rara de seriedade, sinceridade, autoridade e comédia, além de um diálogo constante com a interpretação clássica de William Shatner. Em comparação, Pine teria uma presença de tela que McAvoy descreveu com a gíria “stud”, em tom de elogio.

Duas franquias, uma agenda só

Há também um problema prático de calendário. McAvoy não conseguiria encarar Star Trek e X-Men: Primeira Classe ao mesmo tempo. Ele acabou como o jovem Professor Xavier, papel que manteve em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e X-Men: Fênix Negra. Em 2022, ao ser questionado sobre o personagem, ele disse que não sente falta de fazer X-Men.

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James McAvoy como Professor Charles Xavier – Reprodução/20th Century Studios

Depois dos mutantes, a carreira dele ganhou outros rumos marcantes, como Fragmentado (2016) e Vidro (2019), de M. Night Shyamalan, além de It: A Coisa 2 (2019) e Não Fale o Mal (2024). Sobre o último, McAvoy e o diretor James Watkins detalharam o final do thriller, em 2024.

Um Kirk menos galã e mais cerebral

Com McAvoy, é fácil imaginar um Kirk mais cerebral e menos galanteador, que talvez combinasse menos com o Spock de Zachary Quinto. É um exercício curioso, porque a química entre Pine e Quinto sustentou os três filmes: Star Trek, Star Trek: Além da Escuridão e Star Trek: Sem Fronteiras. Aliás, Quinto afirmou que ainda sonha em voltar ao papel, o que mostra o carinho do elenco pelo reboot.

Para os fãs, a história rende uma boa provocação de bar nerd. Para a Paramount, reforça como a escalação de Abrams definiu a identidade de uma franquia inteira, e como um único nome diferente poderia ter mudado o caminho de Kirk, de Spock e até dos mutantes da Fox.

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