Uma das melhores histórias dos X-Men saiu na DC; como assim?

Andre Luiz

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Uma HQ de X-Men publicada pela concorrente? É o que sustenta um texto do ComicBook. Para ele, a melhor história no estilo X-Men da última década é The Unstoppable Doom Patrol, da Patrulha do Destino, série da DC dos autores Dennis Culver e Chris Burnham.

A minissérie faz parte da iniciativa Dawn of DC e reuniu sete edições, pois as seis previstas ganharam mais uma graças ao sucesso de pré-venda. Ela não tem relação com a fase Young Animal nem com os anos de Grant Morrison, e teve repercussão modesta entre os fãs.

A premissa lembra a de uma escola itinerante. O grupo viaja pelo mundo ajudando novos metahumanos, muitos transformados pelo evento Lazarus Planet, a lidar com as habilidades recém-despertadas. Na formação aparecem Cliff Steele e Larry Trainor, a Mulher-Elástica, a Garota Fera e o Degenerado, com Crazy Jane como nova líder. Niles Caulder oferece suporte técnico, embora não mereça confiança, e os vilões planejam destruir todos enquanto cada membro enfrenta seus traumas.

Irmãs de sangue e de época

A Patrulha do Destino e os X-Men surgiram na mesma época, ambos como grupos de excluídos liderados por um homem em cadeira de rodas. Para muitos, Stan Lee e Jack Kirby provavelmente não copiaram Arnold Drake, Bob Haney e Bruno Premiani. Já o Ei Nerd detalhou, em matéria sobre quem é a Patrulha do Destino, como a equipe nasceu em 1963 e ficou popular com Morrison.

Patrulha do Destino – Reprodução/DC Comics

Na leitura do artigo, a diferença está no foco. A Patrulha tradicionalmente lidava com traumas e histórias bizarras, ao passo que os X-Men eram associados à luta por direitos civis. A série de Culver e Burnham uniu a estranheza clássica da DC à dinâmica de amizade e superação que marca os mutantes.

A crítica à Marvel

O autor afirma que, antes de 2019, a editora evitou mutantes por questões de direitos de filme. Depois disso, a Marvel não teria voltado às aventuras clássicas do grupo. Ele lembra também que, nos anos 1960, a rival teria copiado modelos da DC, como Quarteto Fantástico e Challengers of the Unknown, Thor e Superman, Vingadores e Liga da Justiça.

A tese funciona como provocação, mas aponta para uma demanda real. Quando os fãs sentem falta de equipes cheias de personalidade, vão procurar em outro lugar. Para os leitores, o lado positivo é descobrir uma série pouco comentada. Por outro lado, a DC seguiu outro rumo com a equipe, apesar dos elogios e do pedido por uma continuação. De toda forma, a conversa mostra como as duas editoras ainda se espelham, mesmo seis décadas depois.

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