A trajetória de Jared Leto pelos grandes blockbusters não foi das mais tranquilas na última década, marcada por papéis divisivos. Agora, porém, o ator parece ter encontrado seu personagem ideal.
Segundo o site ScreenRant, seu Esqueleto em Mestres do Universo ri muito mais (e por mais tempo) do que seu polêmico Coringa, e essa pode ter sido a chave para a boa recepção da atuação.
O Coringa que dividiu opiniões
Há dez anos, Leto viveu uma das versões mais controversas do Coringa nos cinemas, em Esquadrão Suicida, de 2016. Enquanto alguns apreciaram a leitura mais moderna e “gângster” do vilão, com cabelo penteado para trás e tatuagens, boa parte do público teve dificuldade em comprar a proposta.
Uma das críticas mais frequentes, aponta a análise, recaiu justamente sobre a risada.
Além de o Coringa de Leto raramente gargalhar no filme, quando o fazia, o riso soava forçado e calculado, mais voltado a provocar os inimigos do que a refletir a mente perturbada do personagem. Faltava ali a gargalhada maníaca e icônica que marcou outras versões do vilão.
O Esqueleto que abraça o exagero
Uma década depois, o cenário se inverteu. No papel do Esqueleto, Leto assumiu riscos novamente, como criar uma voz sinistra e própria para o vilão, em vez de imitar o tom mais nasalado da clássica animação dos anos 80.
Dessa vez, porém, as apostas parecem ter dado certo.
De acordo com o texto, o ator teve liberdade para abraçar por completo a teatralidade dramática que tornou o Esqueleto um ícone duradouro, incluindo suas marcantes risadas malignas. Sem segurar a mão, Leto mergulha de cabeça no exagero característico do personagem, entregando o tipo de vilão exagerado e debochado que os fãs esperavam.
A risada que virou piada interna
Um dos melhores trunfos do filme, segundo a análise, é transformar essa risada em uma piada recorrente.
A gargalhada sinistra do Esqueleto costuma se estender por vários segundos além do necessário, em uma referência bem-humorada à fama do personagem como ícone de memes na internet, conhecido por vídeos em que sua risada aparece em loop.
Apesar do tom de brincadeira, a análise pondera que o longa consegue equilibrar essa faceta sem transformar o vilão em mera piada. O Esqueleto continua ameaçador e genuinamente maligno, ainda que se comporte como uma verdadeira “diva”, traço que, aliás, sempre fez parte da personalidade do personagem original.

Uma ironia na carreira do ator
No fim das contas, há uma ironia saborosa na história.
O mesmo ator que entregou um dos Coringas mais divisivos da história, e que mal ria, agora dá vida a outro grande vilão da cultura pop com uma das melhores e mais frequentes gargalhadas malignas dos últimos tempos. Para a publicação, o Esqueleto é facilmente um dos melhores elementos de Mestres do Universo.
Vale dizer que avaliações de atuação são sempre subjetivas, e há quem ainda defenda a versão polêmica do Coringa de Leto como uma aposta corajosa. Ainda assim, o consenso em torno de seu Esqueleto parece bem mais positivo, sinalizando um reencontro do ator com o público.
Desempenho nas bilheterias
O sucesso de crítica e de público com o vilão, no entanto, não se traduziu em números expressivos nas bilheterias. Conforme relatos da imprensa especializada, Mestres do Universo teve uma estreia global considerada abaixo do esperado, recuperando apenas cerca de um quarto de seu orçamento em seu primeiro fim de semana mundial.
É importante lembrar, porém, que o desempenho comercial de um filme não define sozinho sua qualidade, e que muitas produções constroem seu público com o tempo.
Dirigido por Travis Knight (de Bumblebee), Mestres do Universo conta ainda com Nicholas Galitzine como o Príncipe Adam/He-Man e Camila Mendes como Teela. O longa, da Mattel Films e da Amazon MGM Studios, está em cartaz nos cinemas brasileiros, onde os fãs podem conferir a aclamada performance de Jared Leto.






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