Na semana que passou, a sede da Electronic Arts (EA) em Redwood City presenciou um ato histórico. Um grupo de jogadores e ativistas da organização Players Alliance reuniu-se para protestar contra os novos rumos da companhia. O campus da empresa serviu de palco para a entrega de um manifesto com mais de 70 mil assinaturas. Eles repudiam a venda bilionária da publicadora para o governo da Arábia Saudita. Além disso, a comunidade manifestou sua insatisfação profunda com o atual estado da indústria de games.
Os motivos da revolta e o consórcio bilionário
O consórcio comprador pretende pagar cerca de 55 bilhões de dólares pelo negócio. Entretanto, o envolvimento de Jared Kushner e do fundo soberano saudita acendeu um alerta vermelho nos fãs. Nesse sentido, os manifestantes apontaram três problemas cruciais que afetam os jogadores atualmente. Primeiramente, as demissões recentes em massa causaram grande revolta entre os desenvolvedores e o público. Em segundo lugar, a proliferação agressiva de microtransações desapontou os consumidores mais fiéis. Por fim, a venda para um fundo estrangeiro preocupa quem preza pela liberdade criativa dos estúdios.
Criatividade e resistência na porta da empresa
Os participantes levaram cartazes criativos e até fantasias temáticas para a porta da sede na Califórnia. Muitos fãs usavam os famosos plumbobs verdes de The Sims sobre suas cabeças para atrair atenção. A manifestação manteve um tom ordeiro, mas visualmente impactante para os executivos que passavam. Por outro lado, a segurança da EA monitorou todo o trajeto atrás de barreiras metálicas. Consequentemente, não houve incidentes graves durante a mobilização. O streamer SlayerKase transmitiu a ação ao vivo pela Twitch para milhares de espectadores simultâneos.

A busca pela arte perdida nos games
Durante o evento, SlayerKase proferiu um discurso emocionante sobre as origens da companhia. Ele lembrou que o nome original, Electronic Artists, sugeria uma busca incessante pela arte digital pura. O streamer afirmou que a empresa perdeu sua essência ao focar apenas em “máquinas de dinheiro”. Ele questionou se ainda existem artistas reais dentro daquela estrutura corporativa atual. Certamente, o sentimento de que a arte deu lugar ao lucro puro dominou a fala do ativista.
Esta “raid” pacífica demonstrou que os jogadores estão atentos às grandes movimentações financeiras do mercado. Embora o negócio deva ser concluído no próximo verão americano, o protesto deixou uma marca clara na imagem da marca. Afinal, a comunidade exige que o talento dos desenvolvedores valha mais do que os meros interesses dos investidores. Enfim, a Electronic Arts agora precisa lidar com uma base de fãs que não aceita mais “DLCs de ganância corporativa” em suas franquias favoritas.
O que você acha dessa mobilização dos fãs contra as grandes aquisições na indústria de games?
Fonte: Portal Kotaku






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