A franquia John Wick entrou em uma disputa nos tribunais. Segundo informações do The Hollywood Reporter, o roteirista Derek Kolstad, autor do primeiro filme, a distribuidora Lionsgate e a produtora Thunder Road foram alvos de um processo por suposta violação de direitos autorais.
A ação, que pede ao menos US$ 10 milhões, alega que a obra teria semelhanças substanciais com um roteiro não produzido. É importante frisar que se tratam de acusações ainda não julgadas pela Justiça.
O que diz o processo
De acordo com a ação, movida na Justiça Federal da Califórnia, o roteirista J.R. Wicker afirma que John Wick e sua continuação, John Wick: Um Novo Dia para Matar, apresentariam elementos descritos como “extraordinária e substancialmente similares” a um roteiro de sua autoria, intitulado Blood for Escobar.
Conforme a denúncia, ambas as histórias acompanhariam um ex-assassino viúvo e de meia-idade que é arrastado de volta ao submundo do crime e passa a enfrentar uma sociedade secreta de matadores de aluguel. Segundo os advogados de Wicker, o roteirista de John Wick teria, nas palavras da petição, copiado o material sem autorização para escrever seu texto original, chamado Scorn, que viria a dar origem ao filme.
As supostas semelhanças apontadas
A ação lista uma série de pontos que, na visão do autor, indicariam a alegada cópia. Entre eles estaria a abertura das duas histórias com uma invasão domiciliar na qual o animal de estimação do protagonista é morto.
A petição também menciona supostas semelhanças, como o protagonista possuir um Ford Mustang antigo e ser exilado por sua organização após se recusar a seguir ordens.

Outro ponto citado seria a presença de um personagem coadjuvante contratado para matar o protagonista, mas que depois passa a ajudá-lo. Vale ressaltar que esses são argumentos apresentados por uma das partes, e a defesa dos acusados ainda não se pronunciou publicamente sobre o mérito.
A Lionsgate, segundo a imprensa, preferiu não comentar o caso.
Os obstáculos da ação
Apesar das alegações, a própria reportagem do THR aponta que o processo enfrenta desafios consideráveis. O principal deles seria o prazo de prescrição, já que o autor afirma ter assistido a John Wick pela primeira vez apenas em 2025, mais de uma década após o lançamento original, em 2014.
Disputas sobre semelhanças entre roteiros são notoriamente difíceis de comprovar na Justiça, sobretudo quando envolvem premissas comuns a um gênero inteiro. Histórias de assassinos de aluguel em busca de vingança são recorrentes no cinema de ação, o que tende a tornar mais complexa a tarefa de demonstrar cópia direta.
Caberá aos tribunais avaliar a validade dos argumentos apresentados.
John Wick “em cana”?
O processo chega em um momento de expansão para o universo de John Wick. Após quatro filmes principais estrelados por Keanu Reeves, a marca cresceu com a minissérie O Continental e com o spin-off Bailarina, protagonizado por Ana de Armas.
Novos projetos seguem em desenvolvimento, incluindo o filme centrado no personagem Caine, vivido por Donnie Yen, e o aguardado John Wick: Capítulo 5.
Por enquanto, não está claro se a ação judicial terá qualquer impacto sobre esses planos. Processos desse tipo podem se arrastar por anos sem necessariamente interromper as produções.
Para os fãs, a recomendação é acompanhar os desdobramentos com cautela, lembrando que, até uma decisão judicial, prevalece a presunção em favor dos acusados. Novas informações podem surgir conforme o caso avança.




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