Se tem uma coisa que a comunidade de anime sabe fazer bem é debater tudo — e com o anúncio de ‘The One Piece’, o remake do clássico ‘One Piece’, não foi diferente. De um lado, temos fãs empolgados com a ideia de ver a obra com animação moderna, ritmo melhor e uma nova abordagem. Do outro, tem gente que torce o nariz e questiona: “precisava mesmo?”
E olha… a resposta não é tão simples quanto parece. ‘One Piece’ é uma das maiores obras da história dos animes e mangás, comparável a gigantes como ‘Dragon Ball’, ‘Naruto’ e ‘Bleach’. Só que ser gigante não significa ser perfeito — e é aí que o debate do remake começa a fazer muito sentido.
O maior problema de One Piece: o ritmo
Agora vamos falar a real: o ritmo do anime de ‘One Piece’ é complicado. E isso não é opinião isolada — é praticamente um consenso dentro da comunidade. Enquanto animes como ‘Naruto’ e ‘Bleach’ apostavam em arcos fillers para ganhar tempo em relação ao mangá, ‘One Piece’ seguiu outro caminho… e talvez o pior possível.
Ao invés de criar histórias paralelas com frequência, o anime optou por esticar ao máximo os episódios canônicos. Parece bom, mas o resultado são momentos que deveriam ser intensos ficando arrastados. Tem episódio que adapta meio capítulo de mangá, sendo que a média da indústria gira em torno de dois capítulos por episódio. Isso gera cenas longas, pausas exageradas e uma sensação de que a história não anda. Por isso é comum para o fã pular quase metade do episódio, considerando a recapitulação, prévia, abertura, etc.
E isso pesa MUITO para novos fãs. Porque vamos ser sinceros: começar um anime com mais de mil episódios já é um desafio. Agora imagina começar sabendo que boa parte deles tem um ritmo lento? É praticamente uma barreira de entrada. E é exatamente aqui que o remake pode fazer a diferença, trazendo uma versão mais dinâmica e envolvente da história.

A comparação que destrói qualquer argumento: JoJo
Se ainda existia dúvida sobre a necessidade de um remake, basta olhar para ‘JoJo’s Bizarre Adventure’. Essa comparação é para encerrar o assunto. Enquanto ‘One Piece’ ultrapassou a marca de mil episódios, ‘JoJo’ conseguiu adaptar uma quantidade ainda maior de conteúdo com cerca de 190 episódios.
Sim, você leu certo. ‘JoJo’ tem mais de 25 mil páginas de mangá, enquanto ‘One Piece’ gira em torno de 23 mil páginas. Mesmo assim, a diferença de episódios é absurda. Isso mostra claramente que o problema não está no tamanho da obra, mas sim na forma como ela foi adaptada.
Claro, dá pra argumentar que ‘One Piece’ é uma obra mais detalhada, mais “carregada” visualmente — especialmente nas fases mais recentes. Mas isso não explica uma diferença de quase 900 episódios. E é exatamente por isso que o remake surge como uma solução lógica: recontar essa história incrível com um pacing muito mais eficiente.

O remake não é sobre corrigir… é sobre evoluir
Tem muita gente que encara o remake como se fosse uma crítica ao original. Mas não é bem assim. O anime de ‘One Piece’ cumpriu seu papel com maestria: popularizou a obra, criou uma base gigantesca de fãs e fez história.
Só que ele também é fruto de uma época específica da indústria, onde a produção semanal exigia decisões que hoje já não fazem mais sentido. O remake chega justamente para atualizar isso, trazendo uma abordagem mais moderna, com temporadas bem estruturadas e uma narrativa mais fluida.
Por que JoJo prova que One Piece precisa do remake
No fim das contas, ‘JoJo’s Bizarre Adventure’ funciona como uma espécie de prova viva de que dá pra adaptar uma obra longa de forma eficiente sem perder qualidade. Ele mostra que é possível manter a essência, o impacto e a narrativa — sem precisar inflar o número de episódios.
E é exatamente isso que o remake de ‘One Piece’ promete fazer. Não é sobre apagar o passado, mas sim sobre corrigir limitações técnicas e estruturais que vieram com o formato antigo. É pegar uma obra-prima e deixar ela ainda mais acessível, mais dinâmica e mais impactante.
Então sim… se existia alguma dúvida, ela praticamente desaparece aqui. ‘JoJo’ não só serve como comparação — ele é o argumento definitivo de que o remake de ‘One Piece’ não só faz sentido… como era necessário.






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