O Universo Cinematográfico Marvel continua expandindo os seus horizontes com novas produções. Porém, alguns personagens queridos parecem totalmente esquecidos nos dias de hoje. Esse é o caso do guerreiro Dane Whitman. O herói foi apresentado no filme “Eternos” (“Eternals”), lançado em 2021. Na ocasião, o personagem foi vivido pelo ator Kit Harington.
A famosa cena pós-créditos do longa deixou os fãs muito animados. Ela contou com a voz misteriosa de Mahershala Ali, o caçador “Blade”. Tudo indicava que o ator britânico retornaria em breve para as telas. Ele assumiria o lendário manto do Cavaleiro Negro. Sendo assim, a expectativa geral do público era enorme.
A incerteza sobre o Cavaleiro Negro

Contudo, o tempo passou e o estúdio mergulhou em silêncio. Recentemente, Harington conversou com o site MovieWeb e abriu o jogo sobre a situação. Ele revelou que não espera reprisar o papel tão cedo. Apesar dessa incerteza, ele admitiu que adoraria explorar a história obscura do personagem.
Acho ele um personagem fantástico. Há uma parte dele ligada à Espada de Ébano em que, quanto mais ele mata, pior ele fica. Ele é uma grande parábola sobre o vício. Acho que é alguém que começa bom e acaba indo para o lado sombrio. Veremos o que acontece, pois não sei se existe algum plano oficial.
Diretora de Eternos faz revelações polêmicas
Além da indefinição sobre o elenco, a produção do longa também voltou aos holofotes recentemente. A diretora Chloé Zhao participou do podcast Awards Chatter. Durante a longa conversa, ela discutiu o seu tempo trabalhando lado a lado com a Marvel Studios.
Zhao revelou detalhes curiosos sobre os bastidores do projeto espacial. Ela sugeriu que o longa não era uma prioridade absoluta para a empresa. Isso possivelmente ajuda a explicar as pesadas críticas que a obra recebeu. Segundo a cineasta, a propriedade intelectual da equipe era considerada exótica e arriscada.
O filme não estava no topo da lista de prioridades deles. É uma propriedade intelectual muito única, e estava apenas na lista de potenciais apostas. Como sabemos, a Marvel sempre prefere encontrar o cineasta certo antes de decidir investir pesado em uma ideia de risco.
Outro ponto bastante interessante surgiu durante a mesma entrevista. Antes de comandar a equipe de alienígenas imortais, Zhao quase dirigiu outro projeto. Ela estava na disputa para liderar a ação de “Viúva Negra” (“Black Widow”). No entanto, conflitos graves de agenda impediram a colaboração inicial. Logo depois, o produtor Nate Moore apresentou o roteiro épico que mudou o seu destino.
Um elenco estelar possivelmente desperdiçado
A trama original acompanha seres enviados das estrelas para proteger a Terra. Eles lutam contra criaturas monstruosas chamadas de Deviantes. Para contar essa história grandiosa, a empresa escalou grandes nomes globais. O elenco principal incluiu Gemma Chan como a amável Sersi. Tivemos também Richard Madden na pele do poderoso líder Ikaris.
A equipe contava ainda com Brian Tyree Henry vivendo Phastos e Lauren Ridloff como Makkari. Barry Keoghan interpretou Druig, enquanto Don Lee viveu o forte Gilgamesh. Por fim, Salma Hayek assumiu o papel da líder espiritual Ajak. A lendária Angelina Jolie encarnou a guerreira imparável Thena. Descartar um grupo tão diverso seria uma enorme perda para os filmes de heróis modernos.
O fracasso nas bilheterias atrapalhou os planos

É fundamental lembrar que o longa dividiu intensamente as opiniões. O projeto conquistou muitos defensores assíduos nas redes sociais ao longo dos anos. Apesar disso, ele carrega uma marca incômoda na produtora. O filme foi a primeira aventura da franquia a receber o selo “podre” no agregador Rotten Tomatoes.
A bilheteria global também decepcionou os executivos da Disney. O filme arrecadou apenas 164,9 milhões de dólares no forte mercado americano. Esse valor isolado representa uma das piores bilheterias da história do MCU. Por esse exato motivo, a possibilidade de uma sequência direta parece cada vez mais impossível hoje em dia.
Curiosamente, a trama não foi totalmente apagada do universo. O gigantesco Celestial Tiamut fez uma participação passiva em “Capitão América: Admirável Mundo Novo” (“Captain America: Brave New World”). Porém, ele serviu apenas como um recurso narrativo simples. O único objetivo foi introduzir o cobiçado metal Adamantium no planeta.
Afinal, qual é o impacto desse total abandono para o futuro da saga? Do ponto de vista corporativo e empresarial, a atitude atual do estúdio demonstra muita cautela. Após uma fase instável nos cinemas, a empresa claramente prefere investir nas suas franquias consagradas, como os Vingadores e os X-Men. Logo, apostar milhões em uma continuação para uma equipe desconhecida representa um risco que Kevin Feige não quer assumir agora.
Para os fãs dedicados, a situação é frustrante e decepcionante. O Cavaleiro Negro possui arcos narrativos incríveis nos quadrinhos da editora. A sua jornada intensa de corrupção gerada pela Espada de Ébano renderia uma ótima série adulta ou um filme sombrio de terror. No fim das contas, desperdiçar o potencial de Kit Harington apenas enfraquece a mágica da construção de mundo da produtora.






Seja o primeiro a comentar