O juramento de John Stewart em Lanternas virou assunto porque o personagem de Aaron Pierre não recita as palavras clássicas do Lanterna Verde, e sim uma versão própria. Um artigo no ComicBook defende que a ideia é antiga nos quadrinhos. O texto, porém, não reproduz as palavras exatas do juramento.
Um herói que sempre achou o rito exagerado
O próprio John já torcia o nariz para o rito quando estreou em Green Lantern #87, de 1971, escrita por Dennis O’Neil e desenhada por Neal Adams. Na ocasião, ele abre uma exceção apenas para o trecho final do juramento.
O rito nunca foi uniforme. Em Green Lantern #198, os membros da Tropa dizem que precisam renovar seus votos, e nem todos usam as mesmas palavras. Guy Gardner, em 1968, e Rot Lop Fan, adaptado à falta de visão de sua espécie, também tiveram fórmulas distintas. Para o autor, isso combina com o histórico de John de questionar a autoridade.
O que a série mostrou e o que dizem os criadores
O Ei Nerd explicou que o herói termina a temporada como Lanterna sem autorização, com um anel que mistura energia verde e amarela. Tom King diz que ele não fala como os outros porque não é como eles. O showrunner Chris Mundy, em entrevista à EW, foi cauteloso sobre o futuro.
É definitivamente algo que poderia ser abordado se e quando a série seguir em frente.
A Inverse lembra que o juramento clássico foi escrito por Alfred Bester para Alan Scott em Green Lantern #9, e acha o novo fraco. Na série, o holograma de Hal Jordan aconselha John.
Não tenha medo de ter medo.
A escolha reforça um herói que decide por conta própria, mas arrisca desagradar quem queria o rito clássico. Para os fãs de quadrinhos, o histórico ajuda a defender a ideia. Para a HBO, a polêmica mantém o debate vivo antes de uma segunda temporada ainda sem confirmação.
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