A aguardada estreia de Jason Momoa como o Lobo finalmente aconteceu em Supergirl. No entanto, segundo o site ScreenRant, o filme teria desperdiçado uma grande oportunidade de tornar o momento inesquecível.
Para a publicação, um simples ajuste de diálogo faria toda a diferença na apresentação do anti-herói ao DCU de James Gunn.
O sonho antigo de Jason Momoa
Antes de tudo, vale entender a importância dessa escalação. Durante anos, o visual selvagem e a energia caótica de Momoa o tornaram o candidato perfeito para o papel. Contudo, sua passagem de sucesso como Aquaman, no antigo universo da DC, parecia inviabilizar o sonho de viver o caçador de recompensas czarniano.
Felizmente, tudo se encaixou com o reboot da franquia. Ao deixar para trás a antiga Liga da Justiça, o novo DCU abriu espaço para Momoa assumir um papel completamente diferente, algo que se tornou possível dentro do universo estabelecido quando James Gunn detalhou os rumos do DCU e de Supergirl.
O bordão que passou despercebido
De acordo com a análise, o Lobo de Momoa é extremamente fiel aos quadrinhos em Supergirl. Ainda assim, um de seus traços mais reconhecíveis teria sido tratado sem o devido destaque. O personagem usa apenas duas vezes seu icônico palavrão fictício, o termo “bastich“, sem que nenhuma delas receba a atenção merecida.
Para quem não conhece, esse xingamento inventado é uma das marcas registradas do Lobo nas HQs. Ele nasceu como uma forma bem-humorada de driblar a censura, reforçando o tom de sátira exagerada que define o personagem. Por isso, muitos fãs esperavam que a fala ganhasse um momento de destaque na telona.

Segundo o texto, a primeira vez que Lobo diz a palavra, ele está ao fundo de uma conversa entre Kara e a jovem Ruthye. Como resultado, a fala se torna quase inaudível. Para o veículo, isso representa uma chance perdida de fixar o bordão como uma marca registrada da versão de Momoa para o público.
Momentos que marcam adaptações
O autor argumenta que adaptações costumam transformar imagens dos quadrinhos em cenas memoráveis. Ele cita, por exemplo, o impacto de Michael Keaton ao dizer a célebre frase “Eu sou o Batman” em The Flash.
Da mesma forma, Liga da Justiça de Zack Snyder caprichou na chegada triunfal do Superman com seu traje negro, um cuidado semelhante ao visto quando o próprio traje do Superman ganhou destaque nos testes do DCU.
Para a publicação, esse tratamento discreto do bordão seria sintoma de um problema maior. A análise aponta que Supergirl não teria aproveitado plenamente diversos elementos dos quadrinhos originais, como a paleta de cores vibrante da obra de Tom King e Bilquis Evely, pensada para contrastar com o tom sombrio do vilão.
Ainda assim, tais observações partem de uma leitura crítica, e o público pode ter uma percepção diferente sobre o desempenho de Momoa. De todo modo, a presença marcante do ator garante que sua versão do Lobo tenha muito potencial para o futuro do DCU.
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