Reportagem aponta que a Disney não considerou os números suficientes diante do custo da produção. A sala de roteiristas da segunda temporada sequer chegou a abrir.
O cancelamento de Magnum finalmente ganhou uma explicação. Segundo apuração do site The Ankler, assinada pela jornalista Lesley Goldberg, a decisão da Disney foi motivada pelo desempenho de audiência da série. Múltiplas fontes disseram à publicação que os números não justificavam os custos de produção de uma nova temporada.
A informação encerra semanas de especulação. A produção do Disney+ havia sido cancelada no fim de julho, apenas quatro meses depois de a própria empresa anunciar sua renovação. O caso chamou atenção porque o estúdio revogou uma decisão já tornada pública, algo incomum no setor.
A sala de roteiristas nunca abriu

Um detalhe reforça o quanto a reversão foi abrupta. De acordo com a reportagem, a Disney puxou o freio antes mesmo que a sala de roteiristas da segunda temporada fosse montada. Os profissionais que já estavam vinculados ao projeto foram liberados para buscar outros trabalhos.
Vale registrar que a Disney nunca divulgou dados oficiais de audiência da série. A única referência pública veio da Nielsen: Magnum apareceu em oitavo lugar entre os originais de streaming na semana de sua estreia e sumiu do ranking na semana seguinte.
Um paradoxo entre crítica e público
O caso ganhou repercussão justamente pelo contraste. A série estreou em janeiro com recepção crítica excelente e mantém 91% de aprovação entre críticos no Rotten Tomatoes. Mais do que isso, rendeu a Yahya Abdul-Mateen II uma indicação ao Emmy de melhor ator em série de comédia.
A indicação tem peso histórico duplo. Foi a primeira grande lembrança da Marvel Studios no prêmio em cinco anos. Além disso, tornou o ator o único intérprete de ação ao vivo indicado por trabalhos tanto na Marvel quanto na DC, já que ele venceu o Emmy por Watchmen.
A trama acompanha Simon Williams, um dublê que sonha em ser levado a sério como ator. Ben Kingsley retoma o papel de Trevor Slattery, visto em Homem de Ferro 3. O elenco ainda inclui X Mayo, Arian Moayed e Olivia Thirlby.
O que dizem os criadores

Destin Daniel Cretton, cocriador da produção ao lado de Andrew Guest, comentou o assunto recentemente. Segundo o cineasta, se a decisão dependesse dele, a série continuaria sendo feita. Ele afirmou ainda acreditar que Kevin Feige também manteria o projeto caso a escolha estivesse em suas mãos.
A declaração sugere que a definição partiu de instâncias corporativas, não do comando criativo da Marvel. Cretton, aliás, dirige atualmente o novo filme do Homem-Aranha, o que indica que sua relação com o estúdio permanece sólida.
O fim de uma era no streaming
O episódio se encaixa em um movimento maior. Com a saída de Magnum, apenas Loki e Demolidor: Renascido conseguiram ultrapassar uma temporada entre as séries de ação ao vivo da Marvel no Disney+. Todas as outras terminaram como produções únicas, seja por planejamento ou por cancelamento.
O padrão não é exatamente novo. Ainda em 2021, o estúdio já explicava que WandaVision fora concebida como história fechada, sem intenção de continuidade. A diferença é que agora a lógica parece se aplicar por razões financeiras, e não narrativas.
Olhando adiante, o cardápio ficou curto. Restam apenas VisionQuest, que estreia em outubro, e a terceira temporada de Demolidor: Renascido, prevista para 2027. Nada além disso foi anunciado.
Para os fãs, resta um consolo pequeno. Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicaram que Simon Williams e os demais personagens ainda podem reaparecer em outros projetos do universo Marvel. Não seria a primeira vez que a empresa recupera personagens de séries encerradas em novas produções. Por ora, contudo, nada foi confirmado.





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