Uma curiosa teoria sobre o Universo Cinematográfico Marvel vem circulando entre os fãs: duplas de irmãos formadas por um ruivo e um loiro parecem condenadas à tragédia.
A observação ganhou tração após Homem-Aranha: Um Novo Dia apresentar Sadie Sink como Jean Grey. No filme, a jovem mutante procura desesperadamente pela irmã mais velha, Sara, e descobre um desfecho devastador.
O padrão
No longa estrelado por Tom Holland, Jean, a ruiva mais famosa dos X-Men, encontra apenas más notícias sobre Sara, que é loira: a irmã morreu após ser usada em experimentos. A dupla se soma a outros pares marcados por perdas no MCU.
Natasha Romanoff, vivida por Scarlett Johansson, e Yelena Belova, papel de Florence Pugh, seguem a mesma cartilha visual e sofreram com a morte da primeira. O mesmo vale para Wanda Maximoff, de Elizabeth Olsen, e o loiro Pietro, interpretado por Aaron Taylor-Johnson, morto em Vingadores: Era de Ultron.
A explicação mais provável é uma coincidência estranha, e não um plano do estúdio. Afinal, irmãos de outras combinações também sofreram bastante, caso de Thor e Loki ou de T’Challa e Shuri. Ainda assim, o recorte capilar chama atenção pela consistência: três duplas, três histórias despedaçadas.

Jean Grey e Yelena Belova, unidas pela dor
A suposta maldição escancara uma oportunidade narrativa. Jean e Yelena carregam traumas parecidos e já se cruzaram em Homem-Aranha: Um Novo Dia, quando o herói contou com a ajuda da espiã para localizar a mutante. Uma aproximação entre as duas soaria natural, com Yelena entendendo como poucos o luto de perder uma irmã.
Não custa lembrar que Yelena foi desenhada desde o início como herdeira do manto da Viúva Negra, justamente a partir dessa ferida. O maior obstáculo seria a lealdade de Yelena aos Novos Vingadores, mas o poder colossal de Jean tende a colocá-la no radar da equipe mais cedo ou mais tarde.
Enquanto isso, o histórico da agente russa segue sendo um dos mais ricos do MCU. A trajetória de Yelena na Sala Vermelha foi apresentada em Viúva Negra e aprofundada em Thunderbolts*, sempre com o luto como motor.
Por que isso é importante?
Mais do que uma brincadeira de internet, a teoria expõe um desejo real do público: histórias de irmãos que terminem bem. Depois de tantos anos de sacrifícios e despedidas, uma amizade entre Jean e Yelena ofereceria algo raro no MCU, a cura em vez da perda.
Com Vingadores: Doutor Destino no horizonte, apostar nesse laço seria uma forma inteligente de dar peso emocional à nova geração sem repetir a fórmula do luto infinito.




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