O Disney+ resolveu organizar a lição de casa dos fãs antes de Vingadores: Doutor Destino. O aplicativo ganhou uma seção oficial chamada “Need to Watch”, uma espécie de contagem regressiva para a estreia de 17 de dezembro.
O detalhe que assustou até os mais dedicados é o tamanho da tarefa: são 42,2 horas de conteúdo, quase dois dias inteiros de Marvel sem pausa. A novidade chega em meio à campanha aquecida do longa, dias depois do segundo trailer.
Os 15 títulos da maratona oficial
A curadoria mistura fases bem diferentes do cinema de heróis. A surpresa fica logo no início: a jornada abre com X-Men, de 2000, e X-Men 2, clássicos da era Fox. Na sequência vêm Capitão América: O Primeiro Vingador, Os Vingadores, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. A série Loki, única produção de TV do pacote, aparece como peça-chave do multiverso.
Completam o roteiro Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, Capitão América: Admirável Mundo Novo, Deadpool & Wolverine, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Thunderbolts* e, por fim, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Faltando quatro meses para a estreia, dá para diluir a maratona sem sofrimento.
A ausência que pode virar furo de roteiro
A lista é completa, mas comete um deslize curioso: cadê As Marvels? Apesar da recepção mista, o filme tem ligação direta com o futuro mutante do MCU. Na cena pós-créditos, Monica Rambeau, vivida por Teyonah Parris, desperta no universo dos X-Men após atravessar uma fenda no espaço-tempo, ao menos segundo a teoria do Fera na própria cena.

Ou seja, trata-se da primeira ponte concreta entre os Vingadores e os mutantes, tema central da nova fase. É preciso lembrar que Parris teria sinalizado recentemente que não aparecerá nos próximos projetos, o que ampliaria a sensação de ponta solta. Nada disso foi confirmado pela Marvel Studios, mas a omissão alimenta o debate sobre como as duas realidades vão se encontrar.
O que a curadoria entrega sobre a trama
Mesmo sem sinopse oficial detalhada, a seleção funciona como um mapa de pistas. A presença dos filmes da Fox indica que os X-Men originais terão papel real na história, hipótese reforçada desde que Deadpool & Wolverine escancarou o colapso das realidades rumo a Guerras Secretas.
Já o peso de Loki e do Multiverso da Loucura confirma que as regras de linhas temporais serão o coração do enredo. A estratégia também é esperta comercialmente: transformar a espera em engajamento no streaming, algo que Kevin Feige vem preparando desde que apontou o Quarteto e os X-Men como pilares do futuro.
Para o público, fica a dica prática: são cerca de duas horas e meia por semana até dezembro. Com ou sem As Marvels na conta, a lição de casa está dada.





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