A justiça dos Estados Unidos definiu o desfecho de um dos casos mais tristes e comentados de Hollywood recentemente. O assistente pessoal de Matthew Perry acabou condenado a quase três anos e meio de prisão em regime fechado.
Kenneth Iwamasa foi o responsável por administrar a dose de cetamina que tirou a vida do eterno astro da série Friends. O trágico falecimento do ator de comédia aconteceu no final do ano de 2023.
A juíza distrital Sherilyn Peace Garnett aplicou uma pena exata de 41 meses de reclusão para o funcionário em Los Angeles. Além do tempo na cadeia, o réu terá de pagar uma multa fixada em 10 mil dólares.
O assistente já havia se declarado culpado perante o tribunal no segundo semestre de 2024. Ele respondeu formalmente pelo crime de conspiração para distribuir a substância controlada resultando em morte.
A quebra de confiança e os avisos ignorados
Os promotores federais do caso revelaram detalhes perturbadores sobre a rotina na residência do comediante. Iwamasa aplicou injeções repetidas vezes no artista ao longo das semanas que antecederam a tragédia.
O funcionário fazia as aplicações mesmo sabendo que o patrão lutava contra o vício químico há décadas. Ele agia sem qualquer tipo de treinamento ou conhecimento médico para realizar os procedimentos de risco.
A acusação demonstrou que o assistente encontrou o ator desmaiado em duas oportunidades diferentes naqueles dias. O funcionário também viu o artista paralisar completamente o corpo após uma aplicação forte.
Mesmo testemunhando esses sinais claros de perigo iminente, as injeções continuaram de forma oculta. No dia da overdose fatal, o rapaz aplicou duas doses antes de Perry fazer um último pedido e entrar na jacuzzi.
O desabafo da família e a queda da rede criminosa
A mãe do ator enviou uma carta emocionante ao tribunal detalhando o impacto devastador da perda em sua vida. Ela revelou que todos confiavam no funcionário para ser uma espécie de “guardião da sobriedade” do filho.
A matriarca lamentou profundamente o fato de o rapaz ter virado um facilitador do vício. Em seu depoimento, ela destacou que o assistente preferiu se aliar a fornecedores criminosos a pedir ajuda externa.
Com essa sentença finalizada, o governo americano encerrou o julgamento de todos os envolvidos na rede clandestina. O esquema de tráfico contava com médicos corruptos e traficantes de Los Angeles.
A principal fornecedora do grupo, conhecida na região como a Rainha da Cetamina, pegou 15 anos de prisão. Os médicos envolvidos no desvio de receitas perderam as licenças e também foram mandados para a cadeia.
Fonte: Good Morning America




Seja o primeiro a comentar