Michael Douglas admitiu que o destino de Hank Pym poderia ter sido outro. Em conversa no podcast Happy, Sad, Confused, comandado por Josh Horowitz, o ator disse que queria ver o cientista fora da franquia Homem-Formiga bem antes de a história chegar ao Reino Quântico.
O pedido recusado
Douglas contou que a saída era um desejo antigo e que o estúdio não aceitou o pedido.
Eu teria sido morto depois do segundo, mas eles não deixaram…
O ator reconheceu que o convívio com os colegas era agradável. O problema, para ele, foi a dificuldade de se desligar de uma franquia depois de entrar nela.
A gente fez Homem-Formiga, e o Paul Rudd era um ator maravilhoso, um grupo adorável, mas depois você não consegue sair.
Um personagem que a Marvel não podia perder
A resistência do estúdio tem lógica. Hank Pym foi peça essencial em Vingadores: Ultimato, já que as Partículas Pym tornaram possível a viagem pelo tempo e o retorno dos heróis. Além disso, o cientista dividia a tela com Scott Lang, vivido por Paul Rudd, e com Hope van Dyne, interpretada por Evangeline Lilly.

O segundo capítulo da série, Homem-Formiga e a Vespa, chegou em 2018 e arrecadou cerca de US$ 622 milhões, conforme o Ei Nerd detalhou na ocasião em que Michelle Pfeiffer falou sobre a rotina de roteiros mutáveis nos Marvel Studios.
Quantumania e o desgaste
O terceiro filme, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, de 2023, sofreu com críticas e com a fadiga do público em relação ao universo Marvel. Em 2024, o Ei Nerd noticiou que o longa recebeu três indicações ao Framboesa de Ouro, incluindo pior ator coadjuvante para Douglas e Bill Murray, além de pior diretor para Peyton Reed.
O filme também apresentou Kang, o Conquistador, interpretado por Jonathan Majors, e suas variantes nas cenas pós-créditos, que ainda prepararam a segunda temporada de Loki.
É impossível saber se a morte de Hank Pym teria melhorado Quantumania. Para os fãs, a ideia soa tentadora, pois daria peso dramático a um personagem que, em muitos momentos, dividiu espaço com Scott Lang. Para a Marvel, porém, a lógica era a de manter um nome de peso nos cartazes. A lição do episódio é que prender astros a franquias pode custar caro quando a criatividade já deu sinais de cansaço. Resta saber se Hank Pym ainda terá espaço nos próximos passos do MCU ou se a confissão de Douglas já indica que o ciclo do personagem terminou.






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