A corrida pelo Globo de Ouro já tem a sua primeira grande polêmica. A organização barrou a cinebiografia Michael da categoria de comédia ou musical. Com isso, o filme sobre Michael Jackson vai disputar entre os dramas. A decisão contrariou o estúdio e o diretor por trás da produção.
Por que o Globo de Ouro barrou ‘Michael’ como musical
A Lionsgate tentou inscrever o longa na disputa de melhor comédia ou musical. O comitê, porém, entendeu que as cenas musicais não conduzem a narrativa do filme. Pelas regras, as canções precisam fazer a trama avançar, além dos diálogos. A música sempre teve papel central nessa categoria ao longo da história do prêmio. Mesmo assim, o comitê concluiu que as apresentações não movem a trama de Michael.
O diretor Antoine Fuqua chegou a enviar uma carta para defender a inscrição. Mesmo assim, a organização manteve a recusa ao pedido do estúdio. A Lionsgate, agora, pode apresentar um recurso até o dia 31 de outubro.

O filme vai concorrer como drama
Com a mudança, Jaafar Jackson entra na disputa de melhor ator em drama. Ele enfrenta prováveis concorrentes de peso, como Matt Damon, John Malkovich e Andrew Scott. As categorias de coadjuvante, por sua vez, não exigem um gênero específico.
Por isso, os atores Colman Domingo e Nia Long seguem fora dessa discussão. A 84ª edição do prêmio anuncia os indicados no dia 7 de dezembro. A cerimônia, comandada por Nikki Glaser, acontece em 10 de janeiro de 2027. A disputa no drama costuma reunir os papéis mais pesados de todo o ano. Por isso, a mudança deixa a missão de Jaafar ainda mais desafiadora na premiação.

Um fenômeno de bilheteria
Michael estreou em abril de 2026 sob o comando de Antoine Fuqua. Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop, vive o astro nas telonas. O longa se tornou a primeira cinebiografia a passar de US$ 1 bilhão em bilheteria.
O feito aconteceu mesmo diante de críticas mornas e de uma produção conturbada. A trajetória lembra a de outros musicais que também disputaram como drama. Bohemian Rhapsody e Elvis, por exemplo, seguiram esse mesmo caminho no passado.
Antes de uma mudança nas regras, no entanto, o cenário era outro na premiação. Ray e Johnny & June ainda conseguiram concorrer como musicais na metade dos anos 2000. A nova postura do Globo de Ouro, enfim, reacende o velho debate sobre o gênero das cinebiografias. O resultado também provou a força do nome de Michael Jackson nas bilheterias mundiais. Décadas após sua morte, o Rei do Pop segue batendo recordes nas telonas. A nova polêmica, de quebra, mantém a produção em evidência na temporada de prêmios.
E você, acha justo Michael concorrer como drama no Globo de Ouro?






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