Michael bate recorde de cinebiografias dentro e fora da música

Andre Luiz

A cinebiografia Michael, sobre o Rei do Pop, alcançou um feito impressionante nas bilheterias. Segundo o site ScreenRant, o filme superou a marca global de Oppenheimer, de Christopher Nolan, e se tornou a cinebiografia de maior arrecadação da história, sem ajuste pela inflação.

O resultado consolida a produção como um dos grandes fenômenos comerciais do ano, apesar das polêmicas que cercam o projeto.

O recorde de bilheteria de Michael

De acordo com dados do site The Numbers, Michael deve encerrar seu décimo fim de semana em cartaz com cerca de 977,4 milhões de dólares acumulados no mundo todo. Com esse número, o longa ultrapassa os aproximadamente 976,8 milhões de dólares de Oppenheimer, recorde que pertencia ao filme havia três anos.

Vale lembrar que a obra de Nolan marcou época, como mostraram os bastidores intensos vividos por Cillian Murphy durante as gravações.

O desempenho impressiona ainda mais quando comparado a outras cinebiografias musicais. A produção já arrecadou mais do que a soma dos quatro maiores sucessos seguintes do gênero, incluindo títulos sobre Elvis Presley e a banda N.W.A.

Antes disso, o filme já havia superado a marca de Bohemian Rhapsody, sobre o Queen, que detinha o posto de maior cinebiografia musical.

Rami Malek como Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody, cinebiografia do Queen – Reprodução/20th Century Studios

Rumo ao bilhão de dólares

Mesmo já disponível para aluguel digital nos Estados Unidos, Michael segue em alta no circuito internacional, tendo estreado recentemente no Japão. Por isso, há boas chances de a produção atingir a marca histórica de um bilhão de dólares antes do fim de sua trajetória. Caso isso aconteça, ela se tornaria a primeira cinebiografia a alcançar esse valor, sem ajuste pela inflação.

O sucesso representa um excelente retorno financeiro, ainda que o orçamento seja estimado em até 200 milhões de dólares. Produzida pela Lionsgate, a obra costuma ter parte dos custos diluída por meio de pré-vendas internacionais, o que tende a reduzir bastante o ponto de equilíbrio. Os valores exatos, porém, não foram divulgados oficialmente.

Outro ponto que chama atenção é a longevidade do longa em cartaz. Mesmo após dez semanas e já fora do top 10 doméstico, o filme continua atraindo público em outros mercados, o que reforça o alcance global da figura de Michael Jackson.

Esse fôlego comercial ajuda a explicar como a produção conseguiu escalar posições históricas de forma tão consistente.

Sucesso comercial apesar das polêmicas

É importante destacar que o desempenho aconteceu apesar de uma forte resistência. O filme recebeu críticas negativas da imprensa especializada e enfrentou questionamentos por, supostamente, abordar de forma superficial as acusações de abuso que pesaram sobre o artista ao longo da vida.

Vale ressaltar que Michael Jackson, morto em 2009, sempre negou tais alegações, e não houve condenação na esfera criminal.

Justamente por esse motivo, parte do público e da crítica recebeu o projeto com desconfiança. Ainda assim, os números mostram que o apelo da figura do cantor segue gigantesco.

O fenômeno se soma a uma onda recente de cinebiografias musicais de peso, que inclui produções como a de Bob Dylan, vivido por Timothée Chalamet em Um Completo Desconhecido. Resta saber até onde Michael conseguirá chegar. E você, pretende já assistiu ou pretende conferir o filme? Conte nos comentários!

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